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Deus existe?

 

Cientificamente, pode a existência de Deus ser provada? De onde veio a primeira vida? Podemos saber se existe um Deus INTELIGENTE?

 

Texto original de Herbert W. Armstrong (1892-1986)

 

ESTA QUESTÃO. Temos razão em crer em Deus? Deus simplesmente é um mito – uma imaginação de um passado supersticioso e de ignorância? Hoje, muitos admitem isso.

Eu questionei a existência de Deus!

Quanto a mim – e espero que também ao leitor – eu queria saber e ter certeza!  Assim, não só questionava a existência de Deus mas também investigava a doutrina da evolução, que se opunha a ela. Contudo, não tentava desmentir nenhuma delas, porém examinava as evidências em ambos os lados da questão, pois que este assunto é o ponto inicial para a aquisição de todo o conhecimento. É a base do entendimento.

Em meu intenso estudo e pesquisa sobre o assunto, conscientemente esvaziei-me de todo preconceito. Procurava a verdade, fosse ela o que eu queria creditar, ou não.

São duas as probalidades da origem do mundo e da vida humana – a criação especial pelo Deus Criador, e a teoria da evolução.

Tornou-se um hábito, nos círculos intelectuais modernos, a aceitação da doutrina evolucionária que se popularizou na Ciência, nos cursos universitários, e, até mesmo, embora apenas passivamente, nas muitas denominações religiosas que se dizem cristãs.

Não obstante, apesar de em sua minoria, ainda há cientistas, educadores, grupos religiosos fundamentalistas, e grupos judaicos, que persistem em crer na existência de Deus.

Não suponha – CONHEÇA!

Muitos deles, especialmente os religiosos, têm presumido simplesmente a existência de Deus. Por quê? Só porque isso lhes foi ensinado desde a infância, e acreditavam assim no meio em que viviam e conviviam. Contudo, poucos são os que têm provado a existência de Deus.

É possível, também, por outro lado, que talvez uma grande maioria dos que aceitam a evolução, pelo menos passivamente, fosse impelida a adotá-la ao entrar numa universidade ou faculdade, por ser "a coisa da moda" . A crença oposta, isto é, a criação especial, não é largamente ensinada, nem objetivamente examinada. Os proponentes da teoria evolucionista frequentemente se aproveitam da tática psicológica de que aceitar a teoria da evolução é sinal de alto grau de conhecimento científico, e de ignorância ou inferioridade intelectual duvidar dela.

Tudo isso demonstra que, em geral, o que se acredita é resultado simplesmente daquilo que foi ensinado, ou porque se tornou aceito no ambiente social em que se convive. Todos querem pertencer a um grupo. Em geral, eles acreditam precipitadamente no que dão como certo – sem exame ou prova alguma!

Também eu sei muito bem que só se acredita naquilo que se está disposto a aceitar. Na maioria dos casos, ninguém sente coação alguma para rejeitar o que é aceito no seu ambiente social ou geográfico.

Como já foi dito por um filósofo, a maioria dos evolucionistas obstinados aceitam a teoria devido à relutância ou repugnância de crer em Deus.

Como afirma o livro que declara ser a Palavra de Deus: "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade o poder ser" (Rm 8:7).

Nem todos os fatos, evidências positivas, raciocínios racionais, nem prova alguma no mundo jamais levará alguém a aceitar aquilo contra o que tem preconceito. Pois o preconceito é uma barreira que impede a verdade de entrar na mente humana.

Eu encontrei PROVA!

Ao examinar os fatos, fui forçado a reconhecer que não existe nenhuma prova que confirme a teoria da evolução. Ela não passa de uma teoria – uma fé – uma crença que não se baseia em provas. Mesmo assim os seus zelosos proponentes impõem-na ao mundo como se fosse verdade comprovada.

Eu encontrei provas da existência do Deus Criador. Também descobri provas de que o livro chamado "Bíblia Sagrada" é, na realidade, a revelação de conhecimento básico e necessário – de instrução divinamente inspirada sem a qual o homem é incapaz de resolver os seus problemas, evitar males, ou viver em paz, alegria, prosperidade universal e bem-estar abundante aqui na Terra. O homem é a obra magna do seu Criador. A Bíblia é o manual de instruções que o Criador enviou junto com o Seu produto.

Qual Deus?

Um ateu escreveu-me: "Sabemos da história de muitas religiões e de muitos deuses. Qual deles é o seu Deus – como sabe que Ele existe?"

Trata-se de uma pergunta honesta que merece resposta.

Sim, meus amigos, eu tenho um Deus.

Os deuses de certas nações, esculpidos pelas mãos humanas, foram feitos de madeira, pedra, ou outro material. Os deuses de certas religiões e indivíduos foram talhados de acordo com a imaginação e o raciocínio falho do homem. Alguns têm adorado o Sol, ou outros objetos inanimados da natureza. Todos esses deuses foram meramente criados – a maioria deles formados e modelados pelo homem, portanto inferiores a ele.

Porem, Aquele que os criou – Aquele que trouxe à existência tudo o que existe, inclusive tudo o que erroneamente é chamado Deus – Aquele que criou toda a matéria, a força e a energia, e todas as leis naturais, que criou a vida e dotou parte dela de inteligência – Ele é Deus! Ele é superior a tudo que é chamado "deus" .

A criação é prova da existência de Deus!

Porém, especialmente durante os últimos dois séculos, desenvolveu-se entre os ateístas do mundo ocidental a doença mental da teofobia. Duzentos anos atrás ela aparecia sob as insígnias populares de "deísmo" ou "racionalismo". Depois mascarou-se sob a nome atrativo de "alta crítica" Esses pseudo-eruditos empregaram, como o passar do tempo, títulos atrativos tais como "progresso", "desenvolvimento" e "evolução". Ela tem recorrido à vaidade intelectual de um mundo tateante na escuridão espiritual, numa era de difusão generlizada do saber.

Criação sem Criador?

A teoria da evolução ofereceu ao ateísta a explicação da criação sem Criador.

Mas esse "racionalismo" mal orientado falou totalmente na explicação da origem das coisas e da vida; e hoje os téologos e biólogos mais sinceros confessam que não sabem como a vida pôde evoluir da matéria inanimada, de formas simples de vida às mais complexas, a espécies interdependentes que vemos ao nosso redor, para, finalmente, chegar ao homem.

A teoria de Lamarck do "uso e desuso", a da "seleção natural" de Darwin e outras mais, agora caíram por terra, e as "mutações" somente explicam a presença de variedades menos propensas a sobreviver.

Nova e surpreendente descoberta científica

O que tem a Ciência verdadeiramente determinado?

A descoberta e o estudo da radioatividade durante o século passado provou que a matéria não tem existido eternamente!  A radioatividade é descrita como um processo de desintegração. Logo após a descoberta do elemento rádio em 1898, por Madame Curie, descobriu-se que este e outros elementos radioativos que agora conhecemos estão continuamente dispersando radiações.

A matéria sempre existiu?

Agora veja cuidadosamente o que este novo descobrimento da Ciência significa:

O urânio é um elemento radioativo mais pesado que o rádio. Tem um peso atomico de 238,5. Ao desintegrar-se liberta um átomo de hélio, peso atômico 4, repetido três vezes; então a substância resultante é o rádio, peso atômico de 226,4. Portanto o rádio simplesmente é o produto final do urânio depois de perder 3 átomos de hélio. A seguir, a desintegração continua com o rádio. E o produto, ao final deste processo, é o elemento chumbo! Naturalmente isto requer grande período de tempo. A metade da vida calculada do rádio é 1.590 anos – do urânio muito mais.

Eu mesmo já vi, no quarto escuro de um laboratário de raio X, uma diminuta porção de rádio colocada num espelho, na ponta de um tubo oco; olhei neste tubo por meio de uma lente de aumento colocada na outra ponta. Com auxílio dessa lente vi o que parecia ser um vasto céu escuro, com milhares de meteoros (estrelas cadentes) vindo em minha direção por todos os lados. Na verdade, o que eu vi foram as emanações de diminutas partículas, emitidas pelo rádio, grandemente ampliadas para torná-las visíveis ao olho humano.

Sabemos, portanto que a matéria nem sempre existiu!

Quando a matéria não existia

Os elementos rádioativos hoje conhecidos não têm existido o tempo suficiente para percorrer o curso natural de desintegração e converterem-se em chumbo. Para que houvessem sempre existido, sem qualquer definição de tempo, começando no passado, os elementos rádioativos já deveriam ter percorrido esse período de "vida". Todos eles já teriam sido desintegrados há muito tempo – reduzidos ao elemento chumbo. Posto que eles só existem durante um número de anos definitivos, o urânio, o rádio o tório e outros elementos radiativos hoje encontrados no mundo ainda não percorreram toda sua existência – houve um tempo anterior a eles, quando não existiam!

Aqui temos prova científica, definida, de que a matéria nem sempre existiu. Aqui temos elementos específicos e definidos que, em outros tempos, num passado longínquo, não existiam. Chegou, porém, um momento em que passaram a existir.

A teoria da evolução postula que tudo se passa gradualmente, por lentos processos naturais. Tente imaginar, se puder, algo surgindo do nada gradualmente! Poderá sua mente conceber tal coisa?

Creio que não! Não, eu creio que se você tiver bom senso, terá que admitir a necessidade de haver uma criação especial e instantânea. Algum poder, ou alguém teve necessariamente de executar o ato de criar. Existe uma causa para todo efeito. Ao aceitar esta verdade inevitável, provada pelas descobertas científicas, da existência daquela magniífica CAUSA PRIMÁRIA, você aceitou a realidade do fato da existência e pré-existência do Criador – Deus!

E a vida, de onde veio?

O que dizer da presença de vida? De que maneira chegou ela aqui? A ciência já sabe algo sobre isto também.

Os homens mais sábios da antiguidade não conheceram o que hoje a Ciência nos proporciona. Dessa forma, está hoje demonstrado que a vida somente provém da vida, e que cada espécie se reproduz somente segundo a sua espécie (Gn 1:25).

Os trabalhos de Tyndall e Louis Pasteur, no campo das batérias e dos proto-zoários, de uma vez por todas, demonstraram cientificamente, nestes dois campos especializados, o que Redi primeiro demonstrou com organismos maiores.

Todos os avanços da nova ciência médica e cirúrgica no tratamento e prevenção de doenças infecciosas baseiam-se nesta grande verdade da lei da biogênese – que a vida só pode provir de uma vida pré-existente. Nenhuma outra afirmação científica está hoje mais conclusivamente confirmada. Não é possível que a vida surja de matéria morta. A Ciência não possui nenhum indício de verdade para explicar a presença de vida sobre a Terra, por nenhum outro modo além de uma criação especial pela Primeira Grande Causa original – Deus – que é vida e a fonte de toda a vida! Sabe-se agora, com absoluta certeza, de acordo com tudo que se pode conhecer através da Ciência, e com tudo o que é lógico – que foi necessário uma verdadeira criação para produzir vida do que não tem vida – matéria orgânica de matéria inorgânica.

Vida somente de vida

Ninguém pode negar racionalmente a existência do meu Deus, a menos que possa explicar a presença de vida sem um Criador que, em Si mesmo, é Vida! O Criador, portanto, começa a ser revelado pela Ciência e pela razão, como um Deus vivo – um Deus que possui vida, o que por Si mesmo deu vida a tudo o que a possui!

Eu poderia ir mais além e mostrar-lhe que tudo quanto a Ciência tem descoberto sobre a energia e sua origem, bem como as leis de conservação da mesma, também provam conclusivamente que "as suas obras foram concluídas desde a fundação do mundo" (Hb 4:3, Almeida Revista e Atualizada [no Brasil], daqui em diante referida como ARA), isto é, que a criação material é uma obra completa e terminada – não um processo evolutivo que continua na atualidade!

Vamos então examinar, a seguir, se a Primeira Grande Causa é um Ser de inteligência, ou meramente uma força cega, muda e sem inteligência.

Há algo superior à sua mente?

Olhe ao seu redor. Você reconhece que a transmissão de conhecimento à sua mente está limitada aos canais dos cinco sentidos.

Assim, pois, pergunto-lhe: Conhece algo superior à sua mente?

Contemple os planetas que cruzam o espaço. Eis aí, em todo o seu esplendor, o universo cósmico, inteiro, com seus sóis, nebulosas e galáxias.

Sim, eles são inanimados. Não possuem mente, nem inteligência. Eles não podem fazer o que você faz – isto é, pensar, raciocinar, planejar e realizar os planos conforme a vontade e desejo de cada um.

A mente humana pode conhecer, pensar, raciocinar, planejar e realizar os seus planos até o fim. Ela pode inventar e produzir instrumentos com os quais pode chegar a conhecer o vasto universo, ou a mais diminuta partícula. Com o desenvolvimento de naves espaciais e computadores, o homem é capaz de enviar astronautas à Lua e trazê-los de volta vivos. Pode alterar o curso dos rios, obrigar as forças da natureza a servirem às necessidades humanas. E, agora, o homem já aprendeu como liberar a energia do átomo e utilizar-se de uma força tão terrível que, afinal, tornou-se capaz de exterminar toda a vida da face da Terra.

Contudo, resta ainda algo que nenhum homem jamais foi capaz de fazer. Ele não consegue construir, fabricar, produzir, nem criar coisa alguma que seja superior a ele mesmo!

O homem pode servir-se de materiais e com eles construir uma casa. O automóvel é quase uma coisa viva, porém a inteligência e os poderes necessários para inventá-lo e produzi-lo são superiores ao que foi produzido.

A Inteligência Suprema

Sugerir que algo que você possa inventar, construir ou trazer à existência seja superior a você e à sua mente, em inteligência e habilidade, certamente seria um insulto à sua inteligência!

Permita-me, pois, fazer-lhe uma pergunta franca: Acredita você, honestamente, que um poder ou uma força qualquer, de menos inteligência à sua mente, lhe tivesse originado?

Se você não acredita no meu Deus, então só lhe resta a única alternativa de acreditar que algo inferior à sua inteligência o produziu – que algo rudimentar, sem inteligência, sem propósito, criou a sua inteligência! A única possibilidade racional é reconhecer que a própria realidade da mente humana é a evidência de que a Grande Causa Primária é também a inteligência suprema, infinitamente superior à habilidade do homem mortal!

Suponha que você fosse o criador

Suponha que você pudesse adicionar à sua capacidade de raciocinar, planejar, desenhar etc., o verdadeiro poder criativo, de maneira que pudesse projetar sua vontade a qualquer parte para criar e dar vida a tudo que sua mente planejasse e desejasse. Depois, suponha que você empreendesse a tarefa de desenhar, criar, formar, modelar e colocar em movimento um ilimitado universo cósmico – com planetas e sóis, nebulosas e galáxias com todo o seu esplendor, sendo cada uma dessas gigantescas unidades de construção tão intrincada e complexa, como o universo existente. Em um desses planetas você planejaria e criaria todas as formas de vida que existem em nosso planeta – e não quero dizer reproduzir, pois que não haveria o universo presente para você copiar. Haveria mundos dentro de mundo, em escala descendente, até às partículas mais minúsculas de matéria que nem podem ser vistas com o auxílio dos microscóspios mais potentes.

Você acha que a sua mente estaria apta a empreender tal obra?

Espere um momento – pense!

Será racional, então, acreditar que algum poder ou força, que fosse carente mesmo da inteligência humana, pudesse ter planejado, desenhado, criado, formado, modelado, colocado em harmonia e posto em movimento o estupendo universo que observamos?

A Primeira Grande Causa que criou a matéria, então, surge revelada como a inteligência suprema e o arquiteto do universo!

O milagre do alimento vivo

E novamente eu repito, olhe à sua volta! Aí estão os seres humanos na Terra, compostos especificamente de elementos de matéria viva – matéria orgânica. Estes elementos de vida precisam ser supridos e mantidos por meio de alimento, água e ar.

Nenhum homem, com todo o seu engenho, ciência e aparelhagens de laboratório, pode produzir alimentos! Isto é, ele não pode tomar plena matéria inorgânica e transformá-la na substância viva a que chamamos alimento. Algum Poder, Força, Inteligência ou Ser, de alguma forma, em algum tempo, deu início ao processo – um processo demasiadamente maravilhoso para qualquer homem idealizar ou produzir.

E assim é que do solo nascem relvas, vegetais de folhagens verdes, outros vegetais e vinhas, e árvores frutíferas – cada uma contendo a semente em si mesma, cada uma por meio dessa semente reproduzindo-se segundo a sua espécie – e isto é muito bom!

Porém quando um pequeno e precioso grão de trigo é plantado na terra, uma plantinha se desenvolve e brota do solo, de uma maneira maravilhosa demais para a mente humana compreender ou imitar; os elementos absorvidos do solo pelas raízes são utulizados pelo germe da vida na semente de trigo, e novos grãos de trigo surgem.

Durante este processo, o ferro inorgânico e outros elementos dispersos no solo, absorvidos pelas raízes e levados ao novo grão de trigo, foram na verdade transformados em matéria orgânica que pode ser assimilada como alimento. E este mesmo processo maravilhoso, durante o crescimento na terra, ocorre com todos os grãos, vegetais, frutas e alimentos. Quando comemos carne estamos meramente ingerindo a vegetação de segunda mão que o animal comeu.

Ao homem, com toda a sua alardeada ciência, suas aparelhagens técnicas de laboratórios, com todo o seu gênio inventivo, falta-lhe a inteligência, que tenham sido capazes de produzir este milagre vivo que é o alimento? Não terá sido uma inteligência muito maior do que a do homem quem imaginou, criou o proporcionou tudo isto para ele?

A inteligência do homem e a de Deus

Agora, pois comparemos a sabedoria e inteligência do homem com a de Deus que produziu estas maravilhas e as mantém em ordem.

O grão de trigo que Deus faz crescer do solo é um alimento perfeito. Mas, tal como outros dons perfeitos de Deus, o homem não sabe valorizar a perfeição sem igual do Deus onisciente, e pretendendo melhorar a obra da mão de Deus, perverte-a, contamina-a e corrompe-a! Parece que toda a porção de perfeição divina que a mão do homem tocou até hoje, foi contamindada, estragada e poluída!

E o pobre e indefeso grão de trigo não é a exceção! Nos moinhos de trigo, de invenção humana, entram milhões de sacos de trigo saudável. E lá, os homens, suponhamos que sejam inteligentes, separam-no, removendo os 12 elementos minerais alcalinos-reativos, e transformam-no em sacos de farinha de trigo para o consumo humano, composta de quatro elementos carboidratos ácido-reativos – com uma substância venenosa adicionada para branquear o trigo!

Com isto a população humana fabrica o pão branco, biscoitos, bolos, pastéis, pudins, macarrão, espaguete, molho de carne etc., frequentemente misturando a farinha de trigo com o açúcar refinado, óleos ou gorduras – uma combinação garantida para arruinar qualquer estômago no devido tempo. Sim, os refinadores de açúcar fazem a mesma coisa com o açúcar; e, hoje, quase todos os alimentos no mercado para consumo do homem, passaram pelas fábricas e sofreram processamento até serem desvitalizados, desprovidos de suas propriedades nutritivas e modificados de alimentos em venenos de ação lenta! E estes alimentos desnutridos, os quais o homem vem adulterando, ansioso por lucros, têm produzido no organismo humano uma série enorme de doenças, das quais os nossos antepassados de poucas gerações passadas nem sequer jamais ouviram falar!

A causa das doenças

Resultado: hoje os seres humanos caem mortos, prematuramente, com deficiência cardíaca; outros morrem de câncer; a população sofre de reumatismo, artrite, diabete, doenças renais, anemia, resfriados, febres, pneumonia, e milhares de outras doenças. Aceitamos às propagandas dos fabricantes de escova de dentes e de pasta dentifrícia, e freneticamente escovamos os dentes, porém os dentes começam a cariar e cair, em uma idade precoce, por falta de cálcio e de flúor na nossa alimentação.

Hoje, muitas pessoas não passam de glutões desnutridos. Comemos em demasia, ao mesmo tempo em que nosso corpo carece das vitaminas e sais minerais essenciais. Diante disto, o homem não parece ser inteligente, afinal de contas!

Em outro exemplo, também, o Deus que criou este planeta e toda a vegetação, ordenou-nos que deixássemos a terra repousar um ano depois de cada seis anos (o sétimo ano). Porém, o homem é ganancioso demais para fazê-lo. E assim, o solo está exausto e esgotado. Desta maneira os bons alimentos naturais como cenouras, beterrabas e nabos estão carentes das vitaminas e elementos minerais necessários, enquanto as companhias fabricantes de drogas enriquecem vendendo vitaminas em pílulas.

Qual é a maior inteligência? – aquela do Deus que supriu perfeitamente toda a necessidade de todos os seres vivos – ou aquela dos homens gananciosos, que rejeitam Deus, que por interesse de lucros maiores, e mais luxo para si próprios nos despojaram dos verdadeiros alimentos criados por Deus, que nos davam os elementos indispensáveis à saúde do corpo?

"Não havia Relojoeiro"

Eu precisava de um relógio de pulso, de precisão, com os ponteiros e algarismo bem claros para controlar o tempo de um programa de rádio. O único tipo de servia era um relógio do tipo usado nas estações ferroviárias. Eu tenho um – o melhor de todos os tipos fabricados, com 23 rubis.

Apesar disso ele não marca a hora certa. Uma ou duas vezes por semana tenho de ajustá-lo um segundo ou dois, se quiser ter certeza da precisão em segundos. Acerto pelo relógio oficial de minha cidade, ou de qualquer outra, o qual normalmente se encontra na companhia telegráfica. No entanto, até esse relógio não marca o tempo perfeitamente. Uma ou duas vezes por semana precisa ser ajustado um segundo ou dois pelo relógio mestre da nação, do Observatório Naval, em Washington, por intermédio do telégrafo. Aí, no Observatório Naval, está o relógio mestre do país. Mas, esse relógio gigantesco também não é perfeito. Ele também precisa ser ajustado e acertado ocasionalmente.

Sim, é corrigido pelo relógio mestre do universo – lá nos céus – pelos astrôno-mos!

Lá no alto dos céus está o grande relógio mestre que nunca erra – que é sempre pontual que jamais atrasa, nem mesmo uma fração de segundo – são os corpos celestes movendo-se pelo céu!

Agora veja, senhor – meu amigo em dúvidas! Se eu lhe mostrasse meu relógio de alta precisão de 23 rubis e lhe dissesse que não foi fabricado em fábrica alguma, que, na realidade, não foi desenhado, nem planejado, nem montado, por nenhum relojoeiro – mas que foi obra do acaso – que as jazidas de ferro por si mesmas saíram do chão, refinaram-se a si mesmas, formaram-se e moldaram-se a si mesmas em pequenos e delicados dentes de engrenagens, rodas e outras peças; que o silício espontaneamente saiu da terra e transformou-se no vidro de cristal; que a caixa de outro refinou-se a si mesma, modelou-se; que os dentes de engrenagens, as rodas e dezenas de outras pequenas peças, por si mesmas, montaram-se no estojo, deram corda em si mesmas e começaram a trabalhar e a marcar o tempo que quase com perfeição – bem, se eu lhe tentasse dizer algo assim, você diria que eu era um louco ou um tolo, não é verdade?

Certamente que sim! Você reconhece que a presença daquele relógio é uma prova positiva e racional da existência do relojoeiro, ou relojoeiros, os quais planejaram tudo, calcularam, deram-lhe forma, montando-se, colocando-se em condição de trabalhar.

O relógio mestre do universo

Mas então, Sr. Cético – você olha para o grande e vasto céu, do relógio mestre do universo, que nunca perde um segundo – o relógio perfeito pelo qual nós precisamos constantemente acertar todos os relógios imperfeitos, construídos pela mão do homem – e me diz: "Isto é obra do acaso! Não houve nenhum Grande Relojoeiro! Não houve a Mente-Mestra que planejou este vasto universo, que o trouxe à existência, colocou cada estrela e planeta em seu próprio lugar, e iniciou o movimento de miríades de corpos celestes nos seus cursos pelo espaço, em precisão ordenada. Não, ele se moldou sozinho, juntou-se por si mesmo, deu corda em si mesmo, e começou a funcionar por si mesmo. Não houve nenhuma Inteligência – nem plano, nem criação, nem Deus!”

Você diria isto a mim?

Se disser, eu responderei que não posso respeitar a sua inteligência. E o Deus que eu reconheço responde-lhe: "Diz o insensato no seu coraçao: Não há Deus" (Sl 14:1; 53:1 – ARA).

Se você puder olhar à sua volta, e observar quão inteligentemente planejada e executada é toda a natureza, e a vida das plantas e dos animais – tudo o que vemos, exceto o que já está estragado e corrompido pelas mãos grosseiras do homem que nega a Deus, e depois disser que duvida da existência de um Deus Criador, onisciente e onipotente, então não confiarei muito em sua maneira de pensar ou em sua sinceridade como investigador da verdade!  ƒb