
‹— Um site bilingüe! Veja o botão à esquerda!
Texto original de Herbert W. Armstrong (1892-1986).
CERTA VEZ me disse: "Eu acredito em Deus, mas ele está num lugar tão remoto que me parece irreal!" Você também pensa assim?
Por que tanta gente pensa dessa maneira? Por que Deus lhes parece tão distante no dia-a-dia de suas existências?
A resposta pode ser dada em duas alternativas: a primeira, porque Deus, para a maioria das pessoas, é irreal; e a segunda, porque a fonte da religião dos homens não é Deus.
Tentemos entender o que parece um mistério.
Qual é a fonte de sua religiao?
Afinal de contas, o que é religião? Religião pode significar obediência, serviço religioso ou adoração à pessoa, coisa ou objeto de devoção – isto é, a fé ou a devoção a uma autoridade superior. É a confissão, a prática ou a observância de alguma crença ou credo religioso, exigido por uma autoridade superior.
A verdadeira fonte de uma religião, portanto, é a autoridade que seus seguidores acham superior. Qualquer que seja essa autoridade, que lhes parece superior, foi dela que receberam a religião que professam e observam como uma exigência.
Então, a questão a examinar é a seguinte: "Que autoridade superior é essa?"
Será, leitor, que a fonte de sua crença religiosa é um Deus pessoal verdadeiro, supremo e todo-poderoso? Um Deus que criou a matéria, a força e a energia – tudo que existe?
Por incrível que pareça, acredite ou não, esta pode não ser a fonte de sua religião.
A maioria das religiões do mundo não acredita num Ente supremo, pessoal e todo-poderoso!
Inúmeras divisões sectárias da religião que se diz cristã afirmam acreditar que existe realmente um Deus pessoal, supremo e todo-poderoso – mas será esse Deus a verdadeira fonte de suas crenças e práticas religiosas? Infelizmente, NÃO!
As pessoas inteligentes, na sua maioria, acreditam que há uma primeira causa que deu origem a tudo que vemos e conhecemos ao nosso redor: a Terra, o Sol, a Lua, as estrelas e a atmosfera – a vida animal e vegetal – e a vida humana. Mas será esta primeira causa um Ente pessoal, verdadeiro, dotado de mente, de inteligência e de propósito, com poderes para dar existência às coisas que vemos ao nosso redor, dirigir e controlar a terra e todo o universo?
Por que Deus parece irreal
Se este Ser pessoal, todo-poderoso, inteligente, eterno e supremo existe, então por que ele parece tão irreal para tantas pessoas – ou até mesmo tão remoto que lhes parece inexistente? Por quê?
Pensemos nisso.
Ao nascer, nenhum conhecimento você tinha do Deus Supremo. Você nada sabia a respeito dele! Mas o mínimo conceito que você veio a ter sobre ele penetrou na sua mente no instante em que você nasceu. Como foi que entrou esse conhecimento na sua mente? O ser humano dispõe de cinco canais, através dos quais todo conhecimento penetra na sua mente, e foi por esse meio que você recebeu o conhecimento que tem. Esses canais são os seus cinco sentidos físicos: a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato.
Existem três dimensões. A mente natural do homem, porém, só percebe duas delas. Os recém-nascidos crescem e alcançam a maturidade com apenas a percepção do que está no seu interior e em torno de si. A sua mente alcançou a maturidade sem o conhecimento que vem de cima – porque este é espiritual, e não pode ser visto –, conseqüentemente, ela não pôde alcançar, pelos seus canais de percepção, as coisas ou verdades espirituais.
Portanto, se existe um Ser Espiritual Supremo, que é Deus, você não pode, com sua mente natural, enxergá-lo, ouvi-lo, ou ter qualquer contato pessoal com ele – pois absolutamente nada você poderia conhecer a respeito de Deus através desses canais, que lhe são próprios para adquirir o conhecimento material.
Pois bem. Existem milhões de pessoas chamadas cristãs que dizem acreditar em Deus – e conhecê-lo mais ou menos. Como pode ser isso?
O fato é que elas só conhecem o que lêem ou ouvem aqui e ali – isto é, aquilo que vem de outras pessoas.
O que a maioria sabe – ou pensa que sabe – a respeito de Deus dificilmente procede do conhecimento divino – isto é, não vem diretamente do próprio Deus ou do contato pessoal com ele, mas do que está em torno delas, ou seja, puramente através do que ouvem, lêem, ou pelo que lhes dizem as outras pessoas. E como essas outras pessoas adquirem tal "conhecimento"? Bem, elas também o recebem de outras pessoas – e, em geral, todas elas formam um mundo enganado que não recebe o conhecimento porque não têm qualquer contato direto com o único ser supremo espiritual, que é Deus!
Naturalmente, embora as pessoas, na sua maioria, negligenciem a leitura da Bíblia, muitas delas já leram acerca de Deus na própria Bíblia – mas a concepção que têm a respeito de Deus, e que veio de outras pessoas durante a infância, ficou tão arraigada em suas mentes que, mesmo lendo a Bíblia, continuam a retratar Deus da mesma maneira.
Assim, não é de estranhar que as pessoas, na sua maioria, que declaram acreditar em Deus, digam que ele lhes parece imaginário. Elas podem ser comparadas ao patriarca Jó [escrito "Job" em Português Continental], que pensava conhecer tudo a respeito de Deus. Mas depois que o próprio Deus se revelou a ele, ao falar-lhe diretamente, esse contato pessoal foi estabelecido, e Jó disse a Deus: "Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos" (Jó 42:5).
Foi assim que Deus se tornou real para Jó. Antes, a fonte do conhecimento dele era o que estava à sua volta – o conhecimento que tinha de Deus vinha de outras pessoas a quem ouvia. Antes, para ele, Deus não era real. Mas, uma vez estabelecido o contato pessoal entre ambos, Jó tomou consciência de quem era Deus.
Existe um meio pelo qual você também poderá estabelecer um contato pessoal com Deus, para que ele se torne absolutamente real para você.
Mas qual é a fonte das religiões deste mundo? Suas crenças religiosas vieram dela.
Mentes com dupla dimensão
Portanto, pare e pense um pouco! O homem com sua mente natural só tem consciência de duas das três dimensões – a dimensão interior e a que está ao redor dele. O conhecimento que ele possui vem de fora – o qual, obviamente, se limita ao que está ao seu redor, porque o conhecimento divino, o que vem de cima, não pode ser transmitido naturalmente através de qualquer dos cinco sentidos. Por conseguinte, o homem adquire o conhecimento através de outras pessoas ou de coisas que estão em torno de si.
A dimensão interior vem pelo processo de raciocínio desse conhecimento. Por esse processo o homem é induzido a aceitar a influência de Satanás, o demônio.
Satanás é definido na Bíblia como "o deus deste mundo" (2 Co 4:4), que tem enganado o mundo inteiro – todas as nações (Ap 12:9).
Ele é mostrado ainda como "o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência" (Ef 2:2).
Ele atua nas pessoas pela irradiação, enviando sua mensagem pelo ar. O espírito no homem (Jó 32:8 e 1 Co 2:9, 10) está sintonizado na freqüência de Satanás, que não transmite através de palavras, línguas ou sons, mas por meio de atitudes de egoísmo, de crítica, de inveja, de hostilidade etc., que estão na mente do homem, e que chamamos natureza humana.
Portanto, o que chamamos "natureza humana" nada mais é do que a influência de Satanás, o demônio, a qual se manifesta através da ambição, da ganância, do egoísmo, do ciúme, da inveja, do ressentimento e do ódio.
A "natureza humana" sofre de um complexo de inferioridade e deseja, deses-peradamente, libertar-se desse tão doloroso sentimento. Essa inferioridade se manifesta através do desejo de pertencer a um determinado grupo, clube, sociedade, igreja, facção ou nação. Para evitar o complexo de inferioridade, o ego instintivamente quer ser aceito pelas outras pessoas. Isso provoca um espírito de rivalidade e partidarismo que, extensivamente, se manifesta através da lealdade para com o clube, a facção, a igreja ou qualquer outro grupo a que se pertence. As pessoas temem ser desleais, para que os membros do mesmo grupo não as considerem traidoras indesejáveis – e acabam sentindo-se inferiorizadas, o que vem a ser bastante doloroso.
Esse escrúpulo humano geralmente é chamado "instinto gregário".
Naturalmente as pessoas sempre acompanham as outras – no que fazem ou dizem – e acabam ficando receosas umas das outras. Isto é, elas temem discordar – temem agir ou acreditar contrariamente das outras pessoas do mesmo grupo social.
Assim como uma pessoa adquire um hábito, estilo ou costume de vida de um grupo social, de uma nação ou entidade, todas as demais que se associam a ela também acabarão por adotar os mesmos hábitos, estilos ou costumes de vida, como um animalzinho irracional faria.
Descobrindo a verdadeira fonte
Esta sociedade, com o seu padrão ou sistema de vida, é a fonte de quase todos os métodos de vida de todos os povos de nossos dias – em que se incluem as crenças ou práticas religiosas.
Geralmente as pessoas acreditam no que fazem porque a sociedade a que per-tencem aceita. Elas aderem a quaisquer costumes porque o povo, a que estão ligadas, é quem dita as normas.
A maioria das pessoas aceita a religião daqueles com os quais está ligada mais intimamente desde a infância – os seus pais. E uma vez que se tornam adultos, vêem-se cercadas de um grupo maior que a própria família – o grupo religioso (a igreja), a sociedade ou a nação –, que aceita as mesmas crenças religiosas e obedece os mesmos ritos. E se uma pessoa estiver, de alguma maneira, sendo tentada a questionar tais crenças ou ritos, o receio do que os amigos possam pensar e dizer a faz desistir dessa idéia na maioria das vezes.
É natural o ser humano temer a sociedade a que pertence em vez de temer a Deus, o Criador a quem devia temer. Pois a sociedade que está à sua volta é palpável – pode ser vista e ouvida – e o ser humano quer ser aceito por ela, enquanto que Deus lhe parece muito distante, e até mesmo irreal!
Deveríamos compreender que a fonte das crenças religiosas de quase todos os homens é a sociedade – as outras pessoas. A sociedade, segundo a Bíblia, é o "mundo''!
Como surgiram as religiões
Algumas vezes na história da humanidade, seja de qual for a nação, alguém, com intelecto privilegiado, ousou pensar e raciocinar independente e contra-riamente à sociedade a que pertencia. Se tal pessoa, ao meditar sobre as coisas mais profundas da vida, teve a ousadia de tirar conclusões contrárias às da religião de seu povo, acabou ficando confinada em seus pensamentos, longe do conhecimento fático do mundo exterior, e limitada ao mundo ao seu redor – ao mundo material das pessoas, da vida animal, vegetal e mineral. Ficou impossibilitada de ver, ouvir, e sequer conhecer os assuntos espirituais.
E uma vez que os verdadeiros princípios da vida – o verdadeiro propósito da vida; o caminho para a paz, a felicidade e a alegria; o significado real da vida e da morte ou se há vida após a morte – não podem ser vistos, ouvidos nem percebidos através dos cinco sentidos; e já que esse conhecimento básico só pode vir do alto, do próprio Criador, os líderes do mundo estão impedidos de chegar à verdadeira fonte do conhecimento sobre a vida, visto que os seus raciocínios e conclusões filosóficas e religiosas incorrem necessariamente em erro.
Contudo, tais princípios parecem plausíveis. Em quase todos os casos, em que certos indivíduos fundaram uma nova religião, eles encontraram apenas poucos seguidores no princípio ou mesmo durante toda a sua existência. Apenas alguns se recusaram a adotar as idéias e os costumes já estabelecidos pela sociedade. Conseqüentemente, acabaram sendo renegados ou perseguidos. Em alguns casos, porém, eles se tornaram líderes e, gradativamente, outras pessoas foram-se convertendo e, com o passar do tempo, com as novas idéias surgidas, formaram uma religião com milhões de seguidores.
Esta é a razão por que existem religiões diferentes em países diferentes. Foi assim que surgiram as religiões.
A origem do "cristianismo" deste mundo
Mas o incrível é que a verdadeira origem do que hoje é comumente aceito como "cristianismo" tornou-se totalmente diferente daquilo que os pretensos cristãos chamam de religiões idólatras. Contudo, são poucos os que a conhecem.
O cristianismo do mundo não surgiu de filosofias oriundas da mentalidade humana, afastadas da verdade de Deus e de Cristo, mas apareceu ao se apoderar da verdadeira religião de Cristo, para falsificá-la, a fim de exaltar e divinizar o ser humano.
É o que foi profetizado pelo profeta Daniel. Na mais extensa profecia da Bíblia (Dn 10, 11 e 12) está escrito: "E este rei fará conforme a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo o deus; e contra o Deus dos deuses [o verdadeiro Deus] falará cousas maravilhosas ... E não terá respeito aos deuses de seus pais [deuses pagãos] ... e a um deus a quem seus pais [pagãos] não conheceram honrará ..." (Dn 11:36-38).
Divergindo completamente de todas as religiões pagãs precedentes, o verdadeiro cristianismo foi deturpado para uma antiga crença ou prática pagã que substituiu quase toda a essência da verdadeira crença oriunda de Deus, apropriando-se do nome de Cristo e de Deus, sob o rótulo de "cristianismo". Veementemente diziam abolir a idolatria, colocando, porém, os nomes de Deus e de Cristo em seus deuses pagãos, ao mesmo tempo em que utilizavam as suas crenças e práticas pagãs em lugar das doutrinas de Jesus Cristo!
Foi assim que o mundo todo foi enganado!
Deus existe?
Entretanto, se existe uma Primeira Causa – um Ser pessoal supremo que realmente teve sabedoria e poder para criar esta Terra e a vida sobre ela –, um Deus pessoal supremo e inteligente, seria uma insensatez de sua parte não permitir que a humanidade viesse a saber da sua existência, nem que tivesse acesso ao conhecimento da verdade, do propósito da vida, das leis espirituais que a governam, e dos seus relacionamentos depois da morte.
Será que existe realmente esse Deus?
Revelou ele esse conhecimento essencial à humanidade? Se revelou, por que então o mundo de hoje está andando às cegas e em confusão, adotando tantas religiões?
Eu mesmo fui levado, pelo próprio Deus, a fazer tais perguntas, e a buscar provas racionais e absolutas de sua existência.
A PROVA
Já que não me era possível ver este Deus Supremo, procurei concentrar-me naquilo que podia ver, ouvir, examinar e realmente provar.
A matéria em si não é a primeira causa – como alguns imaginam – porque houve um tempo em que ela surgiu, e não surgiu do nada por si mesma. Já havia antes um poder criador, separado e independente da matéria. Seria esta Primeira Causa – o Poder criador, que deu origem à matéria – um poder inteligente? Eu encontrei a prova exata, absoluta e incontestável de que este Criador era a Inteligência Suprema – uma Inteligência infinitamente superior à do homem. Você pode ter essa mesma prova, lendo nosso artigo intitulado Deus existe? que se encontra nos Estudos Bíblicos.
Mas quem e como é esse Criador? Isto eu não consegui provar através das leis da ciência – mas provei que existe um Criador e que ele é inteligente.
Todavia, independentemente do que ele seja, um Deus pessoal e inteligente, seria um insulto à inteligência se ele não se revelasse ao homem, declarando o seu propósito em criar a humanidade, e o conhecimento fundamental a respeito da vida que o ser humano parece não possuir.
Comecei a examinar as Sagradas Escrituras, e as obras religiosas das religiões deste mundo. Fui educado com base naquilo que diziam ser o cristianismo – porém, mais tarde, em dúvida, procurei provar se a Bíblia Sagrada poderia ou não ser uma revelação inspirada.
A prova da inspiração
Na Bíblia, deparei-me com Alguém que realmente se diz o Deus Todo-Poderoso – um Ser Pessoal que criou tudo que existe. Esse Deus, claramente citado como Porta-voz, era Legislador e Juiz das maiores cidades-estados, nações e impérios da antiguidade. Ele profetizava os acontecimentos futuros para poucos ou milhares de anos depois – e até mesmo para toda a eternidade!
Nenhum mortal poderia fazer tais predições por escrito, e muito menos, fazê-las realizar. Nenhum homem seria capaz de preconizar tais eventos – ou conhecer o futuro!
O único capaz de inspirar essa escritura, dizendo quando ela se cumpriria, é o Supremo Criador que realmente tem o domínio sobre todas as forças e poderes que existem – o Governante Supremo de todo o universo!
Eu mesmo li as profecias que mencionam não somente uma, duas, três ou quatro cidades mas a maioria das grandes cidades do mundo desde a época em que essas profecias foram escritas.
Sidom seria reduzida a uma pequena cidade, e constantemente atacada, cujo sangue jorraria pelas ruas – mesmo assim ela viria e seria reconstruída. Isso aconteceu, e ela existe até hoje, conforme foi profetizado há 2.500 anos!
Asdode iria continuar a existir como uma pequena cidade, e até o território circunvizinho seria ocupado pelo povo judeu, no século XX da era cristã – e isso realmente aconteceu! Mas sua cidade irmã, Áscalon, dos antigos filisteus, seria destruída e jamais reconstruída – e isso também aconteceu!
Segundo as profecias, o Egito, uma das maiores nações da terra, seria conquistado pelos caldeus e reduzido a uma nação menor. Ele continuaria a existir, porém nunca mais como uma grande nação – nem o seu governo seria exercido por um príncipe nativo. E isso aconteceu exatamente como previu o Ser que se diz o Eterno Deus!
Depois de derrotar o Egito, o Império Caldeu tornou-se uma potência de domínio mundial. Esse Deus da Bíblia, há 2.500 anos, inspirou os profetas a escreverem que tal império seria conquistado pelo Império Persa. Este, por sua vez, sucumbiria ante a um grande general da Grécia – que viria a morrer, prematuramente, Alexandre o Grande, e teria seu reino divido em quatro reinos, os quais seriam incorporados a um império que se levantaria do ocidente para se tornar o mais poderoso de todos. Este mesmo Deus inspirou a profecia, há 2.500 anos, de que esse grande império – o Império Romano – seria destruído, mas que viria a se reerguer dez vezes! Nove das quais já aconteceram, e o mesmo Deus disse, nessas mesmas profecias (algumas há 1.900 anos), que ainda nos nossos dias, esse império iria se reerguer pela última vez.
Essas são apenas algumas das muitas profecias desse livro extraordinário – muitas delas já cumpridas de modo surpreendente e outras prestes a serem cumpridas em nossos dias! Podemos observar que essas profecias constituem provas irrefutáveis de que as Escrituras – a Bíblia Sagrada – foram diretamente inspiradas por este verdadeiro Deus Criador!
Deus responde às orações
Logo depois, descobri, nesse mesmo livro sagrado, que o mesmo Deus tinha centenas de promessas escritas, para você e para mim, dizendo que, mediante certas condições, ele permitiria que determinadas coisas nos acontecessem se o buscássemos em oração de fé! Na Bíblia descobri que Deus promete nos livrar das atribulações, suprir nossas necessidades, travar as nossas batalhas pessoais, nos curar de enfermidades, bem como nos dar a prosperidade material.
São promessas sobrenaturais que, acredito, toda pessoa pode receber. Uma vez após outra realmente vim a necessitar de alguns desses benefícios, e, a partir daí, passei a acreditar no que Deus havia escrito e prometido. Segui então suas instruções. Orei, pedindo-lhe aquilo que ele havia prometido, submetendo-me a ele – o Deus da Bíblia –, obedecendo e acreditando no que ele dissera através das Escrituras. E ele respondeu às minhas orações, e os milagres foram realizados! Ao orar, percebi que havia Alguém lá em cima – Alguém que realmente ouvia e respondia!
Tive, ainda outras provas! Descobri que a Bíblia é a verdadeira revelação deste importante conhecimento, sem o qual se torna impossível ao mundo livrar-se da ignorância, da confusão religiosa, da infelicidade, da angústia e do sofrimento. Descobri também a única e verdadeira fonte da verdade – a única e verdadeira fé – o único caminho verdadeiro de Vida!
Conheci também a origem da crença religiosa deste mundo, cujo aprendizado muito me abalou, pois havia uma grande incoerência no que comumente se acredita e é ensinado e praticado no mundo ocidental sob a capa de cristianismo. Surpreso, verifiquei que o cristianismo deste mundo não adota o ensinamento ou a prática oriundos da Bíblia Sagrada!
Fiquei chocado com esta descoberta! Foi a descoberta mais impressionante de minha vida!
O "cristianismo" sem base na Bíblia
Descobri que não existia absolutamente nenhuma organização religiosa sobre a face da terra que tivesse e praticasse como fonte de fé a Bíblia Sagrada.
Descobri também que os preceitos humanos são a fonte religiosa das instituições religiosas do mundo, e que se derivam de razões humanas eivadas de erros, e fundadas em conhecimento limitado daquilo que nos rodeia, bem como em raciocínios subjetivos dirigidos pela vaidade e natureza humana.
Mas, como tal absurdo pode acontecer? A própria Bíblia dá a resposta. Ela revela claramente como o primeiro homem, Adão, rejeitou o conhecimento de Deus, influenciado somente pelo que estava dentro e em torno de si.
Ela descreve como os descendentes de Adão se rebelaram contra a revelação do conhecimento do governo de Deus, e começaram a organizar outros governos, cidades e religiões, dando origem a todas as demais religiões do mundo de hoje.
Ela revela como, mesmo na nação escolhida, o povo rejeitou o conhecimento e o governo de Deus, apedrejando até os profetas que ele enviara para oferecer-lhes o conhecimento de que tanto necessitavam e careciam.
A Bíblia narra como foi que Deus enviou o seu próprio Filho, Jesus Cristo, nascido como ser mortal, com o propósito de trazer a sua mensagem à humanidade, e como os homens o crucificaram. Mas, também, de que maneira eles vieram a rejeitar a Mensagem de Deus que lhes mostrava o seu caminho e governo de vida, e como se apropriaram do nome de Jesus para dar à sua própria religião o nome de "cristianismo" . As profecias da Bíblia são as mesmas que prediziam que todo este mundo seria enganado – e que os homens desviariam os seus ouvidos da verdade para darem lugar às fábulas e às tradições humanas.
A fonte da confusão religiosa
Muitas religiões de hoje nada ensinam a respeito do único e Supremo Deus Criador. As denominações cristãs, na sua maioria, ostentam o nome de Deus e de Cristo, pregam sobre Deus e sobre Cristo, mas abraçam uma mistura de uma parte da mensagem de Cristo e da revelação bíblica com as antigas superstições pagãs, suas falsas filosofias e suas próprias idéias mais modernas. A verdadeira fonte de suas práticas e crenças religiosas não procede do conhecimento divino, mas daquilo que está em torno do homem – a sociedade deste mundo! Como diz a Bíblia, todas as nações estão enganadas (Ap 12:9).
Tais nações dizem aceitar a Bíblia; dizem crer em Deus e em Cristo como Salvador, mas muitas de suas doutrinas discordam daquelas que estão reveladas na Bíblia.
A maioria dos que se dizem cristãos não recorre à Bíblia para aprender o que fazer na vida, no trabalho, na sociedade ou no governo. Não, Deus para eles é uma figura de ficção – é coisa longínqua. Eles ouviram a respeito de Cristo, e pensam que seguem a Bíblia, porque a verdadeira fonte de suas religiões – a sociedade – os tem persuadido a crer que os ensinamentos e os métodos que recebem provêm da Bíblia. No entanto, eles simplesmente lêem a Bíblia como inspiração, e não aceitam como autoridade infalível – como guia constante e diário na conduta de sua fé.
A própria Bíblia, entretanto, inspirada pelo Deus vivo, prediz precisamente o que Deus fará por causa de tudo isso – e ainda em nossos dias!
A Bíblia revela que Deus criou o homem como agente moral livre – e que, desde o princípio, o próprio homem é quem deve fazer a sua escolha – isto é, acreditar e obedecer a Deus, ou rejeitá-lo. Neste último caso, o homem terá de estabelecer os seus próprios sistemas religiosos, sociais e de governo e, para isso, Deus estipulou um prazo de tempo para que ele – desligado desse Deus verdadeiro – viesse a aprender a dura lição através de uma cruel experiência humana.
Entretanto, Deus demonstra o seu grandioso propósito, revelando que, em nossos dias, ele intervirá para evitar que a humanidade cause a sua própria destruição, e estabelecerá sobre a terra o seu governo, trazendo, finalmente, a paz mundial a todas as nações. ƒb
O Fundo Bíblico