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Texto original de Herbert W. Armstrong (1892-1986)
COMO POSSA PARECER, existe uma grande confusão entre os líderes religiosos quanto à verdadeira natureza e responsabilidade atual de Jesus Cristo – o Salvador do mundo.
Você precisa sair da dúvida! A Bíblia foi divinamente inspirada para transmitir a verdade àqueles que a buscam com sinceridade de coração. Mas mesmo assim este importante assunto tem se tronardo confuso neste caótico e problemico mundo de hoje.
Jesus é Deus?
O propósito da vinda de Jesus Cristo ao mundo foi pagar a pena do pecado em nosso lugar. Para nos reconciliar com Deus, Ele deu a sua própria vida. Como pode isso ser possível?
Em primeiro lugar, se Jesus tivesse sido apenas um ser humano, sua morte só poderia ter pago a pena de apenas uma pessoa que tivesse de pagá-la pela transgressão da lei espiritual de Deus (Rm 6:23). Em virtude de Deus Pai ter criado todas as coisas – inclusive o homem – por intermédio de Jesus Cristo (Cl 1:16), Jesus é o nosso Criador e, como tal, ele é Deus; assim, a vida dele tem maior valor do que a soma total de todos os seres humanos. Pois, lemos: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e O VERBO ERA DEUS. Ele estava no principio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (João 1:1-3). "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (v. 14). Diz o versículo 10 que ele "estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu". Compare estas escrituras com 1 Coríntios 8:6 e Colossenses 1:12-19.
Não há duvida de que somente a vida pode gerar vida. Esta e a lei absoluta da biogênese. Sendo a vida eterna um DOM divino (João 3: 16), somente DEUS, que possui a imortalidade, pode dar a vida. Se Jesus fosse apenas humano, nos não poderíamos receber a vida eterna por meio dele, e ele não poderia ser nosso Salvador. O homem não tem a vida eterna em si mesmo. Mas, sendo Deus, "O Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo". E, "Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida" (João 5:26 e 1 João 5:11-12.).
Ele também era humano
Por outro lado, Jesus também era humano. Visto que foi a vida humana que transgrediu a lei de Deus, a lei requer que ela seja sacrificada para pagamento da pena a que estava sujeita. Contrariando o ensinamento popular de hoje, a Palavra de Deus declara que o salário – a pena – do pecado é a MORTE (Rm 6:23) – e não a vida eterna num chamado "fogo do inferno".
Quando pecamos, violamos a lei espiritual perfeita de Deus, "porque pecado e a transgressão da lei" (1 João 3:4 – Edição Revista e Atualizada no Brasil). A pena do pecado é a morte. Ela tem de ser paga. Deus Pai não transigirá. Ela tem de ser paga pela homem. No entanto, Jesus, aquele que era e é Deus, e que sempre existiu (João 1:1-2), foi feito realmente carne (v. 14).
Ele, que era Deus, foi feito não somente carne, mas carne e sangue humanos. Vejamos Hebreus 2: 14: "E, vista como os filhos participam da carne e do san-gue, também ele participou das mesmas coisas".
Reiteradamente, Jesus dizia-se Filho do HOMEM, e também Filho de Deus (Mt 16:13-17).
Cristo Jesus "... sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens" (Fp 2:6-7).
Em Tito 2:10, 13, ele é chamado Deus. Portanto, ele é Deus. A Bíblia contem tanta coisa sobre isso, que o que Tito escreve representa apenas um simples fragmento da evidencia.
Jesus também e chamado "Jeová" , muito embora este termo, infelizmente, apareça em algumas versões da Bíblia. No hebraico, o nome original e "YHWH". Nos escritos hebraicos, as vogais são omitidas, e somente aparecem quando se fala. Hoje ele e entendido comumente como Yahweh, ou Javé, cujo significado em Português é "o Senhor", ou "o Eterno".
Supõe-se comumente que Javé, ou, alternadamente traduzido por alguns: "Jeová" – era o Deus Pai de Jesus Cristo. Isto e um erro clamoroso!
Javé era o nome do Deus de Israel, o único da Divindade conhecido da antiga Israel. Quando ele veio na carne humana eles não o reconheceram. "Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu" (João 1:10-11). Tampouco conhecem Deus Pai (Mt 11:27). "E ninguém conhece ... quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Lc 10:22).
Em Gênesis 1, Eloim é a palavra hebraica da qual foi traduzida a palavra – Deus. É um substantivo coletivo, que denota mais de uma pessoa. Uma igreja, ou família, por exemplo, se compõe de mais de uma pessoa, no entanto é apenas uma igreja, ou uma família. Neste mesmo sentido, Eloim – o reino de Deus consiste de duas pessoas: Deus Pai e Javé sendo este o Logos (Porta-voz) ou a Palavra de Deus. O Espírito Santo que emana deles, são a VIDA, o CARÁTER e o PODER de Deus. Quando orava pelo bem-estar da Igreja, Jesus pedia ao Pai que os seus membros fossem "um, assim como nós" (João 17:11, 21). A Igreja é um corpo, porém composto de muitos membros (1 Co 12:12). Um marido e uma mulher são uma SÓ CARNE, no entanto são duas pessoas.
No original hebraico, a palavra "Deus" tem dois significados: um é o reino de Deus ou a família de Deus, o outro, são as pessoas que compõem aquele reino ou família. Cristo e o Pai constituem um só Deus, não dois, e Elohim é o seu nome. E disse Elohim: "Façamos o homem à nossa imagem" (Gn 1:26).
Javé é o "VERBO" ou o Porta-voz da Divindade – o seu segundo membro. Tão logo Deus começou a FALAR com o homem, quem falava era sempre Javé (cuja tradução é Deus ou "Senhor" ) (Leia Gn 2:16, 18 e Êx 20:2). Javé era o "VERBO" que se fez carne. A prova disso é encontrada num longo estudo que envolve centenas de passagens.
Como um fragmento de evidência, compare Isaías 8:13-14 com 1 Pedro 2:7-8. Isaías disse que o "Senhor [Javé ] dos Exércitos ... servirá de pedra de tropeço, e de rocha de escândalo". Pedro disse, citando este texto, referindo-se a Cristo, que ele é "uma pedra de tropeço e rocha de escândalo". Jesus é o SENHOR – o Eterno do Antigo Testamento.
Agora compare Isaías 40:3 com Mateus 3:3 e Marcos 1:1 João preparava o caminho diante de Javé (Is 40:3), que era CRISTO (Mc 1:14-15).
No livro de Apocalipse, capítulo 1, versículo 17, lemos: "E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último", e no versículo 8: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-poderoso". Apocalipse diz, mais uma vez, no capítulo 2, versículo 13: "Eu sou o Alfa e Ômega o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro". Estude também Apocalipse 22:16, como prova de que Jesus Cristo estava falando. Jesus Cristo falou de si mesmo, dizendo que era o Alfa e Ômega o Princípio e o Fim, o Primeiro e o último. Agora compare estes textos com Isaías 44:6: "Assim diz o Senhor, Rei de Israel, o seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus".
Agora vamos a Isaías 48:11-12: "Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem. Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último".Versículos 17-18 mostram que era Javé falando. E também em Isaías 41:4: "Quem operou e fez isto, chamando as gerações desde o princípio? Eu o Senhor, o primeiro e com os últimos eu mesmo". Todas estas escrituras mostram que Javé é o Primeiro e o último. Cristo é o Javé do Antigo Testamento.
Cristo é a ROCHA – o Deus do Antigo Testamento
A "Pedra" do Antigo Testamento, em 1 Coríntios 10:4, é chamada Cristo. "E beberam todos duma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo" (v. 4). 2 Samuel 22:2-3 "O Senhor [Javé] é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador. Deus é o meu rochedo, nele confiarei: o meu escudo, e a força de minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. Ó meu Salvador, de violência me salvaste". Leia também o versículo 32.
No Salmo 18:1-2, esta mesma "PEDRA" é Javé. Quando Moisés estava falando com Javé, e perguntou o seu nome (Êx 3:4-5, 13), ele respondeu que o seu nome era "EU SOU" (vv. 6, 14) e Javé – o Eterno (v. 15). Leia também Êxodo 6:2-3. Em João 18:5-8, tão logo Jesus se identificou à multidão, que era dirigida por Judas, com "SOU EU", eles recuaram e caíram por terra. Em João 8:56-58, mais uma vez, Jesus disse que era "EU SOU", pois lemos que Jesus disse: "Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse EU SOU" (v. 58).
A pessoa da Divindade que é o nosso REDENTOR é Jesus Cristo. Diz João 4:42: "E diziam à mulher: já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo". "Mas a nossa cidade [Grego: cidadania] está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fp 3:20). Leia também Tito 2:10-14, Lucas 1:68-69.
Aquele Jesus, o Salvador, é Javé, veja Isaías 49:7 e 60:16, onde ele – Javé – também é chamado "o Possante de Jacó" o Possante de todos os filhos de Jacó. Em Isaías 48:17 diz também que Javé é chamado o Redentor, e o Santo de Israel – o único de Israel que é santo! O mesmo é dito em Isaías 43:14: "Assim diz o Senhor, teu Redentor, o Santo de Israel ..." No versículo 15, diz que Javé é o Santo de Israel, o Criador de Israel, vosso Rei. Agora vejamos em Atos 3:14-15 que o Cristo que foi negado era o mesmo "Santo" – Javé! "Mas vós negastes o Santo e o Justo ... o Príncipe da vida". Veja também Atos 2:27 e Marcos 1:24.
Cristo era o Pastor de Davi
Quem era o pastor de Davi? (Sl 23:1).
Jesus disse, em João 10: 11, que ele era o Bom Pastor. Abra sua Bíblia também em Hebreus 13:20: "Ora o Deus de paz, que pelo sangue do concerto eterno tomou a trazer dos mortos o nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas ..." Compare este texto com 1 Pedro 2:25, que diz: "Porque éreis como ovelhas desgarradas: mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas". Leiamos também: "Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente: nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Sacerdote, alcançareis a incorruptível coroa de glória" (1 Pe 5:24).
Jesus Cristo, mais uma vez, é quem estará vindo como REI dos reis para governar e RESTAURAR.
Em Apocalipse 19:13, João escreve: "E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus". Diz o versículo 15: "E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso". Apocalipse 17:14 diz que: "Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro [Cristo] os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos, e fiéis". O Grande Pastor que está vindo para GOVERNAR como Rei sobre todos os reis é Javé. "Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto: homens sois, mas eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Jeová" – Javé ou Cristo (Ez 34:31 também vv. 11 e 30).
Leiamos agora Isaías 2:14 e Miquéias 4:14. "... E acontecerá ... que se firmará o monte [reino] da casa do Senhor no cume dos montes [reinos de Javé]" – para governar o mundo. "E ele [Javé – Cristo] exercerão seu juízo sobre as gentes, e repreenderá a muitos povos" , e eles terão PAZ.
Em quase todas as passagens do Antigo Testamento (Sl 110:1 é uma exceção), O SENHOR (Javé) – o Eterno – é Jesus Cristo. Está bem claro que Jesus é o Deus do Antigo Testamento. ƒb
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PESSOAS nem imaginam, que desde tempos remotos os homens vêm usando cabelo curto. Nos dias de Jesus Cristo, era a moda que predominava e era aceita pelos homens.
Examine qualquer livro histórico e ilustrado e você verá claramente. Todas as estátuas nos mostram que os legionários romanos usavam cabelos rigorosamente cortados. Um romano de cabelos longos era considerado um extravagante.
Antes, durante e depois de Cristo, desde Júlio César a Trajano, todos os imperadores romanos usavam cabelos curtos. E o imperador era o padrão no estilo e na modalidade de vestir em todo o império.
Antes da chegada dos romanos, a cultura greco-helênica dominava no Mediterrâneo Oriental, e a Judéia, de maneira nenhuma, discordava. Até mesmo nos dias de Cristo, um grande segmento da população judaica era de fala grega e helênica em perspectiva (João 12:20; Atos 6:1). O estilo greco-helênico para os homens era o uso de cabelo curto.
E o que podemos dizer dos judeus não-helenistas? O Talmude judeu, que é anti-helenista, determinava que os sacerdotes deviam ter os seus cabelos cortados uma vez em cada 30 dias. Esses judeus conheciam a ordem de Ezequiel 44:20: "E sua cabeça não raparão, nem deixarão crescer o seu cabelo; antes, como convém, tosquiarão as suas cabeças".
As estátuas e outras esculturas dos homens judeus da época de Cristo indicavam que o cabelo curto era o estilo usado.
Algumas pessoas supõem erroneamente que Jesus Cristo fizera o voto de nazireu. Mas não era o caso.
Jesus era chamado nazareno porque era de Nazaré. Esta foi a razão por que os primeiros cristãos foram chamados Nazarenos. Mas o emprego desta palavra nada tinha a ver com o voto do nazireu. Note que Jesus bebia vinho (Mt 11:19), e, ocasionalmente, tocava no corpo dos mortos (Mt 9:25), o que era proibido para quem estava sob o voto de nazireu (Nm 6:3, 6).
Agora 1 Coríntios 11:14 torna-se mais claro: "Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido?".
Aqueles que estavam sob voto de nazireu deixavam o cabelo crescer muito comprido como sinal de humildade. Era uma vergonha. Veja também que tão logo o período do voto de nazireu acabava, o votante tinha de rapar a cabeça (Nm 6:18).
Não, Jesus não teve cabelo longo. Ele tinha a aparência de qualquer outro judeu dos seus dias. Em muitas ocasiões, quando no meio das multidões, ele se confundia com os outros porque era igual a eles (Lc 4:30; João 8:59; 10:39). Judas teve de usar um sinal especial – um beijo – para identificar Jesus aos seus inimigos porque ele tinha a mesma aparência dos outros (Mt 26:48-49). Judas não precisaria fazer isso se Jesus fosse diferente dos judeus de seus dias. ƒb
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ALGUNS pode não ser surpresa que as imagens que mostram um Jesus triste, de cabelos longos e aparência frágil, não representam o verdadeiro Jesus mostrado na Bíblia.
Essas imagens realmente mostram "outro Jesus" (2 Co 11:4)!
Não há, nas Escrituras, uma simples passagem que dê uma descrição completa de Jesus, o homem. Mas, muitos versículos nos permitem vislumbrá-lo como ele realmente era.
Não deixe de examinar esses versículos na sua própria Bíblia. Analise-os, indagando se esse Jesus era realmente aquele que você projetou em sua mente.
Jesus não era notadamente formoso, conforme diz Isaías 53:2. Ele podia caminhar no meio da multidão sem ser reconhecido (Lc 4:30). Judas, por exemplo, teve de identificá-lo, dando-lhe um beijo (Mt 26:48-49). Seus cabelos eram curtos (ver página 8), e era possível que tivesse uma barba (Is 50:6).
Entre vários irmãos e irmãs, Jesus era o mais velho (Mt 13:5556). Quando criança ele era excepcionalmente inteligente (Lc 2:46-47); como adulto, ele surpreendeu os eruditos dos seus dias (João 7:15).
Fisicamente, ele não era franzino. Como carpinteiro (Mc 6:3), suas mãos deviam ser calosas e seus ombros largos. Para cerrar e furar a madeira, ele usava ferramentas manuais. Era um trabalho árduo. Uma pessoa fisicamente franzina não poderia sobreviver aos açoites aplicados pelos romanos (Mc 15:15), ou aos jejuns de 40 dias, e continuar para vencer a maior e mais decisiva batalha contra o próprio Satanás (Mt 4: 1-11).
Jesus conhecia os animais do campo e as plantas (Mt 6:26-30), bem como os rudimentos da agricultura (Mt 13:1-43), e preocupava-se com os animais domésticos (João 10:1-5; Lc 13:15; 14:5). Ao observar a natureza, ele sabia que tipo de tempo era esperado (Mt 16:2-3).
Bronzeado pelo sol da Judéia, Jesus mostrava que estava acostumado a percorrer longas distâncias até suar, ter sede e cansar (João 4:6-7). Sem dúvida, deve ter havido ocasiões durante suas jornadas em que ele dormia ao relento, sob as estrelas, ou onde houvesse abrigo onde pudesse pernoitar (Mt 8:20).
Aqueles que o imaginam corno apenas um homem "gentil, manso e meigo", esquecem que ele, por duas vezes, afugentou os cambistas do Templo (João 2:13-17; Mc 11:15-17), espalhando o dinheiro deles, e derribando as mesas e as cadeiras. Enquanto os cambistas se esforçavam para sair do seu caminho, Jesus utilizou-se de um pequeno azorrague de cordéis e lançou fora os bois e as ovelhas com os seus balidos.
Os mesmos olhos, nos quais os cambistas viram o fogo da justa ira de Jesus (João 2:17), noutras ocasiões, inundaram-se de lágrimas de ternura e dor (João 11:35; Is 51:3). Jesus estava cheio de compaixão (Mt 9:36).
Ele era amigo das crianças (Mc 10:15-16), e as crianças o amavam também (Mt 21:15). Quando se reunia às pessoas, ele demonstrava amor por elas (Mc 6:34; Lc 9:11) e as servia (Atos 10:38). Ele também decidia isolar-se, para ter contato com o seu Pai do céu (Mt 14:22-23).
Tanto os pobres como os ricos tinham a compreensão de Jesus (Lc 21:14; 12:13-34). Ele compreendia tanto o problema do empregado como do patrão (Mt 20:1-16). Ele conhecia os princípios verdadeiros da economia, e como administrar a riqueza (Mt 23:23; Luc. 19:12-26). Ele também pagou imposto (Mt 17:24-25; 22:17-21). Ele comeu com publicanos e pecadores (Mt 9:10-11), e com os próprios fariseus (Lc 7:36). Ele sabia como se comportar em qualquer situação. Ele vestia-se bem, e sua roupa era tão fina que os soldados romanos apoderaram-se dela por meio de sorteio (Mt 27:35).
O primeiro milagre operado por Jesus, transformando a água em vinho, foi numa celebração de um casamento de uma família ilustre. Todo o vinho se havia acabado, e ele transformou, aproximadamente, 375 a 570 litros de água num vinho melhor (João 2:1-11). Jesus apreciava tanto uma boa alimentação como um bom vinho (Lc 7:33-34), mas tinha um perfeito autocontrole ao participar deles.
Jesus não precisava de microfones – que não existiam naquela época – para falar às multidões que se postavam a grandes distâncias porque ele tinha uma voz potente (Mt 15:10). Quando o momento era apropriado, ele também emitia uma nota de humor (Lc 13:32; Mc 3:17).
Jesus tinha amor pela vida, e a viveu com abundância. Mas nunca permitiu que nada ou ninguém interferisse quando tinha de proclamar o Evangelho do reino de Deus e fazer a vontade do Pai (Mt 6:33; João 15:10).
Jesus de Nazaré – Deus na carne – instrutor-mestre, amigo caloroso e fiel, uma pessoa dinâmica e bem-equilibrada – era amado por uns, e odiado por outros, temido por uns, e respeitado por todos: sacerdotes, meretrizes, homens de negócios, leprosos, crianças, soldados romanos, judeus, samaritanos, viúvas, dirigentes de sinagoga, enfim todos os pecadores. Em cada circunstância da sua vida extraordinária, ele obedeceu as leis do seu Pai, e nos deixou o exemplo a seguir. ƒb
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MISTERIOS da Bíblia têm despertado tanto interesse quanto a identidade de Melquisedeque!
Quem era Melquisedeque?
Segundo Hebreus 6:19-20, Jesus Cristo, depois de ressuscitado, tornou-se o Sumo Sacerdote "segundo a ordem de Melquisedeque". A versão inglesa de Moffatt, mais clara, diz que ele assumiu "a posição de Melquisedeque" , isto é, nivelou-se a Melquisedeque.
Melquisedeque era sacerdote do Deus Altíssimo
Em primeiro lugar, notamos que, tanto no Velho como no Novo Testamento, esse personagem misterioso aparece como sacerdote do Deus Altíssimo. É o que vemos em Gênesis 14. Durante a guerra travada entre as cidades-estado de Canaã e da Mesopotâmia, Ló, sobrinho de Abraão, e sua família foram presos, e seus haveres saqueados.
Um dos servos de Ló escapou e levou a notícia a Abraão, que perseguiu os invasores com 318 dos seus homens armados, passando por um lugar que, mais tarde, tomou o nome de Dá, libertando e trazendo de volta, sem perigo, Ló e seus familiares. Foi quando, repentinamente, um homem misterioso surgiu em cena. Este era Melquisedeque que serviu a Abraão.
Aqui está o relato: "E, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este sacerdote era do Deus Altíssimo. E [Melquisedeque] abençoou-o [a Abraão], e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E [Abrão] deu-lhe o dízimo de tudo" – dízimo é a décima parte (Gn 14:18-20).
Melquisedeque era Rei de Salém, antigo nome da cidade de Jerusalém. "Salém" vem do hebraico, e significa "paz". Por isso Melquisedeque era "Rei de Paz" (Hb 7:2), bem como "Rei de Justiça" , o verdadeiro significado de seu nome.
Ele também é mencionado por Davi, no Salmo 110:4, que profeticamente referia-se a Cristo, assim: "Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno da ordem de Melquisedeque", palavras que se repetem em Hebreus 5:6, 10.
Antes de examinarmos a passagem de Hebreus, que se refere à identificação de Melquisedeque, não esqueçamos que essa figura só é misteriosa para nós, porque tanto Abraão como o rei de Sodoma, já o conheciam e sabiam quem ele era exatamente, pois já deviam tê-lo visto antes. Ele não era cananeu, porque os cananeus estavam encharcados por costumes pagãos. E, além disso, os cananeus eram descendentes de Cão, e os que Deus escolheu para realizar a sua obra eram essencialmente descendentes de Sem.
Então, quem era esse homem misterioso?
Antes de prosseguirmos, examinemos um outro indício. A terra de Canaã, desde os tempos antigos e antes dos dias de Moisés era conhecida entre os gentios como "terra divina" – "a terra SANTA" – "o lugar de ADORAÇÃO". Por quê? Havia na Palestina, por acaso, alguém de caráter divino e santo – digno de adoração?
O mistério revelado
Voltando ao capítulo 7 de Hebreus, encontramos a identidade de Melquisedeque:
“Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz ..." (Hb 7:1-2).
Partindo do princípio de que Deus sempre dá nome às pessoas pelo que elas são, esse homem era o "REI DE JUSTIÇA".
Pense bem nisso! REI de Justiça.
O próprio Jesus disse: "Não há bom senão um só que é Deus" (Mt 19:17). A justiça humana é considerada trapo de imundícia diante de Deus. Não há ninguém justo, senão Deus – ou aquele que é justificado pelo poder do Espírito Santo isto é, aquele em quem Cristo habita.
Certamente ninguém que não fosse um membro da família divina – do reino de Deus – poderia ser Rei de Justiça, porque seria blasfêmia se não o fosse. Por quê?
Justiça é obedecer a LEI de Deus. Por ter feito todas as leis (Tiago 4:12), Deus é o supremo Governante ou Rei. Ele é quem determina o que é justiça. "Todos os teus mandamentos são justiça" (Sl 119:172). Quando Jesus se disse Senhor do Sábado, ele se colocou acima da lei (Mc 2:28). Nenhum homem pode assenhorear-se das leis de Deus, porque todos pecaram e violaram a lei de justiça (Rm 3:23).
Continuando, vejamos que esse homem também era "Rei de Paz". A palavra "Salém", da qual se derivou Jerusalém, significa "paz". E lembre-se de que Jesus é chamado o Príncipe da paz! Nenhum ser humano poderia ser Rei de paz, porque os homens não conhecem o caminho da paz. Leia Romanos 3:10 e 17:
“Não há um justo, nem um sequer ... e não conheceram o caminho da paz".
Observe também que Melquisedeque era "sem mãe, sem pai, sem descendência" ou como a tradução inglesa de Phillips apresenta: "Não tinha pai, nem mãe, nem árvore genealógica". Ele não nasceu da maneira como os seres humanos nascem, pois não teve pai, nem mãe. Isto não quer dizer que o registro do nascimento físico de Melquisedeque se extraviou. Sem seus registros os sacerdotes humanos não poderiam exercer suas funções (Esdras 2:62). Este Melquisedeque, porém, não possuía genealogia, e, portanto não pode ser igualado a qualquer mortal. Ele não tinha descendente ou linhagem, mas era auto-existente, como disse o apóstolo Paulo que falou sob inspiração: "Não tendo princípio de dias nem fim de vida" (Hb 7:3). Portanto, Ele sempre existiu – desde a eternidade! Ele nem mesmo foi criado como os anjos, porque tem existência própria, eternamente. E esta verdade somente se aplica a Deus – à divindade, não ao ser humano!
Não era o Pai, nem o Espírito Santo
Melquisedeque não podia ser Deus Pai; ele era o "SACERDOTE do Deus Altíssimo". As Escrituras afirmam que ninguém jamais viu o Pai (João 1:18, 5:37), mas Abraão viu Melquisedeque. Logo ele não pode ser Deus Pai, mas "sendo feito semelhante ao FILHO de Deus, permanece sacerdote para sempre" (Hb 7:3).
Aí está! Nos dias de Abraão, Melquisedeque não era o Filho de Deus, porque ainda não havia nascido da virgem Maria – mas era semelhante ao Filho de Deus quando se manifestava aos antigos.
Veja bem o que nos revela essa passagem: Melquisedeque permanece, isto é, continua para sempre, um sacerdote. Deus Pai, não é o sacerdote, mas é Cristo, o Filho, quem o é! Portanto, nos dias de Paulo, pouco depois da ascensão de Jesus ao céu, como Sumo Sacerdote, as Escrituras já afirmavam que Melquisedeque "permanece" – querendo dizer que ele permanece até agora – "um sacerdote para sempre". A versão inglesa de Moffatt declara: "Continua a ser sacerdote perpetuamente" – mesmo sendo Jesus Cristo o Sumo Sacerdote!
E note que a ordem do sacerdócio de Cristo é nomeada segundo Melquisedeque. O nome da ordem é sempre dado segundo o nome do Sumo Sacerdote – da mesma maneira que o nome de Aarão foi usado para o sacerdócio aarônico. Assim como Melquisedeque era o Sumo Sacerdote nos dias de Paulo, ele é agora, e reinará para sempre!
Da mesma forma, Cristo era, é, e sempre será o Sumo Sacerdote!
Existem, por acaso, dois Sumos Sacerdotes? Não, é impossível! A conclusão a que chegaremos é inevitável. Contrariando muitas idéias criadas e acariciadas pelos homens, Melquisedeque e Cristo SÃO A MESMA PESSOA.
Algumas pessoas têm tropeçado na afirmação de que Melquisedeque não teve "fim de vida". Eles argumentam, partindo da premissa de que Cristo morreu, que ele teve fim de vida. Se isso prevalece como verdade, logo Cristo ainda está morto. Mas a verdade é que Cristo não está morto. Ele está vivo. Não era possível que ele fosse retido pela morte (Atos 2:24). Melquisedeque nunca cumpriria sua missão de Sumo Sacerdote, se não tivesse morrido pelos pecados dos homens e depois ressuscitasse. A missão do Sumo Sacerdote é mostrar o caminho que leva à salvação.
Deveras, Jesus Cristo é o autor e o consumador da nossa salvação (Hb 5:9; 12:2). Ele é "chamado por Deus sumo sacerdote, SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE" (Hb 5:10).
Não temos que estranhar; Melquisedeque e Jesus Cristo são uma e a mesma pessoa. ƒb