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Texto original de Herbert W. Armstrong (1892-1986)
[Uma palavra sobre o autor – Herbert W. Armstrong viveu uma vida rica em experiência com um começo modesto até chegar aos altos escalões do mundo diplomático, abrangendo um período que os historiadores classificam como excepcional. O sr. Armstrong nasceu no século XIX, quando o cavalo e a carruagem eram o meio principal de transporte, e a idéia da viagem aérea ao redor do mundo e a transmissão eletrônica instantânea não passavam de um sonho fantástico. Como testemunha pessoal das duas guerras mundiais e do desenvolvimento dos principais elos de comunicação como o rádio, a televisão e o computador, ele ficou triste ante a entrada da humanidade na era nuclear.
Na sua juventude, os pensamentos do sr. Armstrong foram moldados durante uma era de sólida expansão industrial, quando o futuro parecia sem limites. Muitos deles estão refletidos neste livreto. Escrito no final de 1960, este livreto contém princípios que têm resistido à prova do tempo, superando mudanças ocorridas na sociedade. As ricas experiências pessoais do autor fazem deste livreto histórico uma adição útil e valiosa à biblioteca de qualquer um.
Herbert W. Armstrong, reconhecido profissional de comunicação, freqüentemente comentava que esta lhe parecia ser seu melhor trabalho escrito. O desejo do editor é que isso se comprove com o leitor de hoje.]
LHE OCORREU, alguma vez, que pode haver uma razão por que tanta gente fracassa na vida? Isso não ocorre somente com os homens e as mulheres que têm uma profissão, mas também com as esposas e mães.
Seria você um dos que lutam com o problema do "desequilíbrio financeiro"? Quase todos nós lutamos. Ele pode não representar um fracasso – porém, freqüentemente, nos leva a ele.
É verdade – a grande maioria acaba em fracasso. Contudo, ninguém precisa terminar assim.
Por que, dezenas de milhões de pessoas, diariamente, permitem que o fracasso, como um câncer devastador, as aprisione a uma vida de circunstâncias infelizes, das quais só a morte pode aliviá-las?
Por que só alguns chegam a ser bem-sucedidos? Será obra do acaso – será acidente – será sorte? Ou há razões precisas para isso?
Por que, com poucas exceções, todos chegam aos 60 ou 65 anos de idade em estado de dependência? Por que tem de haver aposentadoria por velhice, ajuda de instituições de assistência social e de beneficência, a favor de pessoas inativas que não são fisicamente inválidas? Por que devem os filhos, tão freqüentemente, sustentar os pais, quando estes chegam à velhice?
Vou dizer por quê!
Existem causas determinantes para isso. São sete as leis básicas que levam ao sucesso. Já chegou a hora de serem conhecidas, para se dar um fim a essa tragédia infeliz e desnecessária.
Encontrando a resposta
Quando ainda um jovem de 23 anos, pertenci ao corpo de redatores de uma revista de âmbito nacional. Fui enviado em excursões pelos Estados Unidos, para dar cobertura a 10 ou 15 estados em cada viagem. Minha missão consistia em examinar as condições das empresas, registrando idéias e exemplos práticos. Eu entrevistava homens de negócio e diretores de câmaras de comércio. Discutia com empresários e industriais os seus problemas. O meu objetivo era procurar idéias e métodos aplicados com êxito, em promoções de vendas, relações públicas, redução de custos, aceleração de reposição de estoque e aumento de lucros.
Uma das coisas exigidas pelos meus chefes era que eu pesquisasse a razão do sucesso de poucos e do fracasso de muitos. A situação naquele tempo era tal que, de acordo com as pesquisas da Dun & Bradstreet – companhia internacional de processamento de dados – cerca de 95% dos pequenos empresários e independentes estavam à beira da falência.
Naturalmente, naquela época estávamos interessados apenas em saber o sucesso e o fracasso dos homens. Porém as mesmas leis se aplicam também à vida das mulheres.
Eu pedia a opinião de centenas de empresários. A maioria achava que o sucesso era meramente o resultado de um grande talento, e o fracasso, a carência dele. Todavia, essa opinião condenava ao fracasso a grande maioria desde a origem sem qualquer esperança. Se alguém não possuísse talento, já estaria condenado ao fracasso, e nada poderia ser feito para evitá-lo. Esta idéia não me satisfez – e mais tarde provei ser infundada.
O gerente da loja J.L. Hudson, de Detroit, achava que o fracasso, geralmente, resultava da falta de capital de giro adequado. Alguns entrevistados concordavam com ele. Neste caso também, era o dinheiro, e não o homem, o responsável pelo sucesso ou fracasso.
Realmente, a pesquisa revelava que esses eram fatores contribuintes, e somente isso. O fator que predominava, como percebi, era a pessoa atuar fora do seu campo de conhecimento. A maioria das falhas se deviam a desajustamentos. A maioria das pessoas, se tivesse conhecido estas sete leis, poderia ter tido sucesso no campo onde melhor se ajustasse.
A procura das razões do sucesso ou fracasso fascinava-me. Minhas pesquisas não pararam com essas excursões. Minhas observações e análises do problema continuaram através dos anos.
E agora, sei que nenhum ser humano tem de se tornar um fracasso.
Ninguém está predestinado ao fracasso. Nem o sucesso ocorre por acaso. Eles resultam da aplicação ou não de sete leis determinantes. Conhecendo-as, e aplicando-as, assegura-se afinal o resultado feliz.
Existe uma razão pela qual o homem foi colocado neste planeta. Foi para ter sucesso. E todo ser humano deve desfrutar o doce sabor do sucesso – para encontrar a paz e a felicidade – para viver uma vida confiante, interessante e abundante. E, para que todos possam colher – se desejarem – tais abundantes recompensas, o Criador estabeleceu leis definidas e reais que produzem os resultados desejados.
A tragédia continua, por séculos e milênios, porque o homem tem dado as costas a essas leis – que produziriam o verdadeiro sucesso que ele almeja. O mundo, há muito tempo, ignorou-as, esqueceu-as. Hoje, quase ninguém sabe quais são elas. A maioria nem sequer aplicou uma única dessas sete leis básicas.
Agora pergunto com toda franqueza: não é chocante o estado geral da humanidade? Realmente, esta é a espantosa tragédia de toda a História.
Não está à venda!
Se alguma autoridade reconhecida tivesse um plano patenteado à venda, que garantisse a prosperidade e o sucesso a todos os que o seguissem, eu diria que isso atrairia gente aos milhares para comprá-lo.
Um certo homem possuía tal plano. Parecia uma religião pseudo "psicológica". Ele prometia aos seus seguidores que o plano torná-los-ia prósperos ou ricos – pelo meio mais fácil, naturalmente. Seu divulgador anunciava que assim conseguira enriquecer. Ele se gabava de possuir uma casa requintada e um gigantesco órgão de foles que chegava ao teto. A dedução era que o plano faria os seus compradores igualmente prósperos. Todavia, ele deixou de mencionar que sua riqueza foi produto da venda do seu plano falsificado às suas vítimas ingênuas.
Esse homem teve sorte ao usar uma frase das manchetes das revistas e jornais, que atraíra muita atenção e surtiu efeito. Utilizou-se dela por muitos anos. Contudo, com o tempo, ela perdeu esse efeito. O "sucesso" desse charlatão não foi real nem duradouro. Ele mesmo se transformou num imenso fracasso.
O caminho para o verdadeiro sucesso não está numa fórmula que se vende como mercadoria.
Não se pode adquiri-lo com dinheiro. Ele está à sua disposição gratuitamente – sem dinheiro e sem preço. Aliás, há um preço a pagar – a diligência pessoal na aplicação dessas leis determinantes. Não há garantia de ser um meio fácil. Contudo, é o único meio para o verdadeiro sucesso!
O "sucesso" deste mundo
Num dia, de manhã, do mês de novembro de 1960, quando escrevia esta obra, li, por acaso, num jornal londrino, a notícia da morte de um célebre ator de cinema. Creio que o mundo o julgaria um homem de grande sucesso. Mas, teria sido ele realmente bem-sucedido?
Afinal de contas, o que é o sucesso?
Como poderia alguém alcançá-lo quando tão poucos sabem o que é?
A notícia da morte desse astro do cinema fez-me ocorrer uma série de idéias. Naturalmente, minha atenção estava voltada para esse assunto, pois escrevia no momento sobre ele.
Essa celebridade artística era, na primeira página do jornal, proclamado o "rei dos filmes". Descreviam-no como "o romântico herói de 90 filmes". Era um dos dez primeiros astros de sucesso de bilheteria dos anos de 1932-43, 1947-49 e 1955. Isto é, durante 16 anos. E os astros famosos produzem rendas fabulosas. "Ele foi", dizia o obituário, "um dos poucos ídolos da tela a permanecer em evidência por tanto tempo". Mas será que tudo isso significa sucesso?
Uma das coisas "fascinantes", mencionada sobre a sua vida, foi que ele havia se casado cinco vezes! Será que poderíamos considerar como sucesso pelo menos os três casamentos fracassados? (Uma das esposas morreu em acidente de avião.) A notícia dizia que ele conservava "o semblante franzido, o aspecto sério, os olhos semicerrados e a expressão de sabichão". Essa não era a sua aparência natural. O "rei do cinema", dizia o obituário, "havia cultivado esses trejeitos para fascinar as mulheres por quase todo o tempo de seu reinado romântico". Você os chamaria sua "marca registrada". Ele também. "Foi apenas um negócio para mim, sempre o foi", ele explicava. Esse era apenas o seu ganha-pão.
Homens ricos que conheci
Desde os meus 18 anos, inicialmente nos EUA, e anos depois, em todo o mundo, tive a oportunidade de manter estreita amizade e contato freqüente com homens reconhecidamente prósperos. Tenho lido muitos livros e artigos escritos por eles, numerosas biografias e autobiografias de gente famosa e dos que estavam às portas da fama – suas experiências e filosofias. Eu sei o que esses líderes humanos pensam, como agem, e que princípios e regras seguem.
Uma só era a característica de quase todos: ganhar muito dinheiro. Eles adquiriam bens materiais e muitos eram líderes de grandes empresas. Eles conquistaram a fama de serem importantes.
É significativo que se diga que quase todos puseram em prática as seis primeiras leis do sucesso. Isso é extraordinariamente importante.
Durante o tempo em que eu, ainda jovem, era secretário-assistente da Câmara de Comércio, vivia na mesma cidade também o presidente de uma grande empresa de automóveis. Ele ganhava muito dinheiro, e era reconhecido no mundo como figura importante. Chegara ao auge do sucesso profissional naquele ramo de negócios. Mas, durante a repentina depressão de 1920, sua empresa passou às mãos dos síndicos da massa falida, e ele perdeu os seus bens materiais e pessoais – e acabou suicidando-se.
Fora ele, afinal, um homem de sucesso? Ele colocou em prática cinco das leis do sucesso. Mas não só se descuidou da sétima, mas também da sexta.
Conheci também dois importantes banqueiros, e um deles era bem íntimo. Chamava-se Arthur Reynolds, presidente, naquele tempo, do segundo maior banco nacional dos Estados Unidos. Meu primeiro contato com o Sr. Reynolds aconteceu quando ele era ainda presidente de um banco na cidade onde nasci. Mais tarde, em Chicago, sendo eu um jovem publicitário ambicioso e em ascensão, freqüentemente o procurava para tomar conselhos e opiniões pessoais. Ele sempre me recebia bem disposto e pronto a me ajudar. Eu considerava de grande valor os seus conselhos e os seguia. O Sr. Reynolds adquiriu um certo grau de fama nacional e mundial.
Cerca de 35 anos depois, entrei em seu famoso banco e indaguei de um dos seus muitos vice-presidentes se ele sabia para onde o Sr. Reynolds tinha se mudado, e onde havia falecido. Eu ouvira falar que ele havia se aposentado e mudado para a cidade de Pasadena, Califórnia, onde falecera. Mas aquele vice-presidente nunca tinha ouvido falar de Arthur Reynolds.
–Quem era ele? –indagou.
Ele mesmo perguntou aos outros funcionários, mas nenhum deles se recordava de Arthur Reynolds. Finalmente, o secretário de relações públicas mandou alguém pesquisar nos arquivos do banco, e, logo a seguir, um empregado voltou com um recorte de jornal. Este era o único registro que o banco parecia ter de seu antigo presidente, que, juntamente com o irmão, havia sido responsável pela construção, crescimento e fama desse banco. O recorte era de um jornal de San Mateo, na Califórnia. Falava da sua morte no subúrbio de San Francisco.
Ao terminar de ler, devolvi o recorte.
–Os senhores, certamente, desejariam guardá-lo –acrescentei. –Deve ter muito valor para o banco!
–Ah! não, –replicou o funcionário. –Se o senhor o conheceu, pode levar.
E, assim, eu trouxe comigo o que seria, provavelmente, a única lembrança, deixada naquele banco famoso, daquele que tinha sido seu presidente por tanto tempo. O seu "sucesso" não foi duradouro. Não foi lembrado por muito tempo.
Durante toda a sua tão dedicada vida, esse homem aplicou as seis primeiras leis do sucesso. Contudo, todo o sucesso que alcançou foi transitório e efêmero. Embora ele tivesse acumulado muito dinheiro, adquirido um bom número de ações do banco, vivido em uma bela casa, alcançado fama durante toda a sua vida, todo o seu "sucesso" morreu com ele!
O outro banqueiro famoso foi John McHugh. Quando o encontrei pela primeira vez, ele era presidente de um banco numa cidade do centro-oeste dos Estados Unidos. Então,tive uma hora inteira de conversa animada com ele no Willard Hotel, em Washington, durante a convenção nacional dos banqueiros americanos de 1920. Naquela ocasião, eleera presidente de um banco muito conhecido da cidade de Nova Iorque. Pouco depois, a fusão de vários bancos deNova Iorque elevou-o dois níveis acima do cargo de presidente do maior banco do mundo, naquele tempo. Entretanto, 36 anos depois, quando voltei a indagar sobre ele, naquele famoso banco, a resposta foi a mesma: "Quem foi ele? Nunca ouvimos falar dele!". O seu "sucesso" não permaneceu depois dele.
Mas, existe um sucesso real e duradouro!
Mas SERÁ isto sucesso?
Tive o privilégio de conhecer muitos homens famosos e outros às portas da fama – especialmente no mundo dos negócios dos EUA. Conheci capitalistas multimilionários, líderes executivos de grandes empresas e bancos, membros de gabinetes de governo, em Washington, escritores, artistas, conferencistas, líderes de colégios e universidades.
Para a maioria, sucesso significava a aquisição de dinheiro e bens materiais, e a conquista de prestígio social.
Elbert Hubbard foi um homem influente que conheci. Ele foi filósofo, escritor prolífero, editor, conferencista e conhecido como "o Sábio de East Aurora". O "Frei", como gostava de ser chamado, tornou-se famoso. Ele usava um chapelão sobre um cabelo semilongo e um lenço com nó de gravata. Dizia-se que ele valia, naquela época, meio milhão de dólares.
Ele publicou duas revistas: The Philistine e The Fra, compostas, em grande parte, de seus próprios escritos. Gabava-se ele de possuir o maior vocabulário desde o tempo de Shakespeare. Ele publicou An American Bible (Uma Bíblia Americana), chocando a muitos religiosos, explicando, porém, que a palavra "bíblia" simplesmente significa "livros" [biblia, vocábulo grego, é o plural de biblos], não tendo nada a ver com as "Escrituras Sagradas", a não ser quando acompanhada da palavra "Sagrada". A sua "bíblia" consistia de escritos selecionados entre autores norte-americanos. Ele incluiu Franklin, Emerson, Paine, Jefferson, Lincoln, e, naturalmente, Hubbard! Quase a metade do volume consistia dos escritos de Hubbard – e o resto do espaço era dividido entre os demais escritores.
Hubbard não tinha nenhum complexo de inferioridade. Ele pregava uma filosofia positiva. Ele possuía, sem dúvida, uma rara percepção e sabedoria em assuntos puramente materiais, e uma aguçada compreensão da natureza humana.
Ele sabia que os homens "importantes" ansiavam por lisonjas, tal como um ator pelos aplausos da platéia. Um número sem conta de homens ricos e famosos, dos Estados Unidos, pagava-lhe altas somas para que escrevesse sobre eles em seu estilo literário inimitável.
Uma informação interessante sobre o seu conceito de sucesso veio espontaneamente de seus lábios, em uma tarde de domingo, quando estávamos conversando em sua hospedaria chamada Roycroft-Inn, em East Aurora, Nova Iorque.
– Perguntei a um pastor ecumenista – disse eu – se ele foi alguma vez capaz de discernir qual era exatamente a sua crença religiosa, se é que tinha alguma.
"Frei Elbertus" ficou logo interessado. –E o que ele respondeu? –perguntou, curioso.
–Ele respondeu que não tinha muita certeza, mas suspeitava que, qualquer que fosse a sua religião, provavelmente surgira da sua carteira e da sua conta bancária.
–Ah! ah! –riu-se Elbert Hubbard –bem, eu consigo o que quero, não é mesmo?
Mas, afinal, será que Elbert Hubbard foi realmente um sucesso? Julgando por padrões humanos, é possível que sim. Ele conhecia e aplicava as primeiras seis leis do sucesso. Era industrioso e trabalhava com afinco, e, assim, teve uma colheita abundante – de dinheiro, popularidade e fama. Ele e sua esposa Alice foram juntos para o fundo do Oceano Atlântico quando um submarino alemão afundou o Lusitania. (Este foi um dos atos hostis das forças do Kaiser que fez com que os Estados Unidos entrassem na Primeira Guerra Mundial.)
Sua fama, porém, não foi duradoura. Quase ninguém ouve mais falar dele.
Hubbard conhecia os valores materiais. Mas seu agnosticismo trancou a porta – e atirou longe a chave – que o levaria à compreensão dos valores espirituais. Ele nunca chegou a compreender o verdadeiro propósito da vida. Ele não sabia, ao certo, se havia ou não um Criador. Ele estava convencido de que o "cristianismo" fundamentalista ou tradicional era uma superstição inútil. Ele não sabia por que razão a humanidade foi colocada na Terra – ou se isso foi obra do acaso! Não conhecia o potencial latente do homem. Não conhecia a sétima lei do sucesso. E, sem conhecer ou seguir este sétimo princípio, ele se esforçou ativamente, aplicando os primeiros seis, mas na direção errada, totalmente contrária ao verdadeiro sucesso!
Dois multimilionários
Tive o privilégio de fundar três universidades. Duas delas foram construídas em terrenos que pertenceram a dois homens muito ricos. Uma na América do Norte e outra na Inglaterra. Nós adquirimos esses terrenos por preços muito baixos, quando pouca gente, ao que parece, queria adquiri-los.
O multimilionário americano era o maior acionista da "United States Steel Corporation" e dono de outras 55 empresas. No entanto, ele me disse certa vez: "O que tenho feito para que Deus me tenha amaldiçoado tanto?"
Outra vez, ele me disse, sobre os fabulosos tesouros que ornamentavam a sua mansão residencial: "Sr. Armstrong, eu não poderia viver sem estas coisas finas em torno de mim."
Mas, quando ele morreu, nada levou consigo. Algumas mobílias finas foram destinadas aos herdeiros, e o restante foi vendido em leilão público. Os corretores compraram a mansão e suas áreas de terras preciosas, que se anexaram ao Ambassador College, por uma fração do seu valor real, cobrada em leilão, passando a ser totalmente de propriedade do Colégio. A propriedade converteu-se num importante componente de uma instituição que se destina à formação do caráter, onde os estudantes estão aprendendo a aplicar as sete leis do duradouro sucesso.
O multimilionário inglês era David Yule, comerciante de juta na Índia, um dos homens mais ricos da Europa. Sua riqueza foi calculada em 28 milhões de libras esterlinas, numa época em que a libra tinha incalculável poder aquisitivo. Provavelmente, ele tenha sido um dos poucos homens a acumular tamanha fortuna em toda a sua existência, sem nunca ter recebido uma herança.
Em 1925, o Sr. David decidiu construir uma mansão num terreno de 486 hectares, localizado a apenas 9 quilômetros a noroeste de Londres. Antes, porém, ele construiu uma residência "modesta", de 14 cômodos, enquanto construía a mansão.
Depois de concluída a mansão, o Sr. David Yule e esposa acharam que a casa menor era mais confortável. O prédio maior foi projetado e construído com contornos institucionais da arquitetura Georgiana, em vez do estilo de uma casa.
Entrementes o Sr. David ficou tão envolvido com as suas empresas na Índia que passou a ficar a maior parte do seu tempo naquele país. A Sra. Yule, segundo fomos informados, não se interessava pela Índia. Desse modo, o casal ficava a maior parte do tempo separado – o Sr. David na Índia, e a Sra. Yule e a filha do casal, Srta. Gladys, na mansão com os criados.
Como aconteceu com os outros homens ricos, o Sr. David não levou a sua riqueza consigo, quando morreu. Nem tampouco a viúva e sua filha. No final das contas, os impostos solaparam quase tudo, deixando apenas menos de um milhão para os poucos beneficiários. O Sr. David não teve a graça de possuir outros descendentes que continuassem com o nome da família, que terminou com ele.
Naturalmente, eu nunca conheci pessoalmente o Sr. David. Mas, como Conselheiro do Ambassador College e presidente do Conselho da Corporação Britânica que comprou os 73 hectares principais da propriedade, onde se localizaria o Ambassador College, na Inglaterra, eu assumi o controle da mansão, bem como do mausoléu do Sr. David. Ele está sepultado num túmulo admirável, projetado e construído em pedra, coberto por um pálio de pedra e madeira, cercado por um muro de ferro, dentro de um parque, também cercado por outro muro de ferro. Dei ordens para que se preservasse e cuidasse perpetuamente daquele túmulo e lugar. A presente obra foi escrita numa espaçosa sala de aula, iluminada pela luz do sol, a qual serviu de quarto de dormir da Sra. Yule. Quando escrevia, eu olhava de dentro dela para o jardim, a uma distância de aproxima-damente 183 metros.
O Sr. David ficou conhecido como um homem de grande sucesso. Como outros empresários importantes que conheci, sua filosofia de industrial, sua dedicação rígida, sua perseverança e propósito eram implacavelmente dirigidos para o seu objetivo. Mas, pergunto, seria esse afinal um objetivo justo? Seria esse um sucesso real e duradouro?
O mundo aprendeu o que realmente representa o sucesso?
Nenhuma satisfação
Qual era o verdadeiro significado da vida para esses homens "de sucesso"?
Para eles, o objetivo na vida – a definição de sucesso – era a aquisição material, o alcance de prestígio social e o prazer temporário dos cinco sentidos.
Todavia, quanto mais adquiriam, tanto mais desejavam, e menos satisfeitos ficavam com o que tinham. E quando chegavam a ter, nunca estavam satis-feitos. No mundo, certos homens "de sucesso" encontram meios de colocar suas fotos na primeira página dos jornais das grandes metrópoles, ou na capa das revistas nacionais. Isso os envaidece e estimula o ego temporariamente, mas nunca os satisfaz por muito tempo. Nada há que o público não esqueça tão depressa do que as notícias de ontem!
Tais homens procuram as bajulações, dando palmadinhas nas costas dos outros, para recebê-las. Mas, tal como as ovações a um ator, elas não são duradouras, deixando-os vazios, com uma fome roendo-lhes o íntimo por algo que satisfaça! Assim, tornam-se inquietos e descontentes.
Suas contas bancárias poderão estar cheias, porém suas vidas estão vazias. E tudo que adquirem, que nunca é o suficiente e nem satisfaz, eles deixam para trás quando morrem!
O que está errado?
Tais indivíduos começaram com o objetivo errado. Eles não discerniram os valores verdadeiros, porém seguiram os valores ilusórios.
Já não é hora de aprendermos a verdadeira definição de sucesso?
É a pobreza uma virtude? – e a ignorância
uma felicidade?
Olhemos, por um instante, o reverso da medalha.
Se o rico não tem sido feliz, o que se pode dizer do pobre?
Afinal de contas, não é o dinheiro a raiz de todo mal? Devemos fazer um voto de pobreza para nos tornar bemsucedidos? E se os doutos não tiverem encontrado a felicidade, devemos aceitar o adágio de que a "ignorância traz a felicidade", afinal?
Eu cheguei a conhecer o modo de vida e a experiência de muitas pessoas ricas do prestigioso "Park Avenue", na Cidade de Nova Iorque. Também presenciei as condições dos pobres. Tornei-me intimamente ligado igualmente à vida da mais alta e da mais baixa classe média.
Estranhamente, de todas as pessoas que conheci, as que pareciam mais felizes e contentes eram as de extrema pobreza situadas no pêndulo. Elas pertenciam a uma classe hoje desaparecida. Eram os negros extremamente pobres, como os chamávamos antes, vítimas somente da metade de um século, e removidas dos efeitos indescritivelmente maléficos de uma escravidão imposta pelo homem branco.
Alguns fatos resumidos desta experiência devem ajudar a esclarecer este ponto.
Essa escravidão era incomparavelmente mais perniciosa, em seus efeitos duradouros, do que a servidão antiga ou moderna. Os escravos foram reduzidos à condição de animais de carga.
Os homens escravos ocasionalmente eram submetidos a pavorosas chicotadas e outras barbaridades. Pela lei, em alguns estados, não era permitido aos escravos aprenderem a ler ou escrever.
Contudo, de todas as classes de gente que conheci, esses negros iletrados e despreocupados do passado pareciam ser os mais felizes. Eles estavam livres de cuidados e preocupações. Eles estavam isentos de responsabilidade. Eles não estavam preocupados nem mesmo com os direitos civis.
Mas o que dizer do sucesso na vida? Poderia você, por um esforço de imaginação, rotular de sucesso esta ignorância e estado de irresponsabilidade? Poderia alguém pensar que os negros deveriam reverter o progresso que fizeram, e retornar àquele nível de ignorância e pobreza? É claro que não.
A ausência de responsabilidade e a libertação dos temores e preocupações podem deixar alguém num estado de contentamento. A pessoa simplesmente não sabe bastante o que é estar descontente.
E talvez seja esse o problema. As pessoas adquirem conhecimento – uma forma de trazer descontentamento. Esse é simplesmente um tipo errado de conhecimento.
A resposta é que nesse aparente estado de felicidade experimentado pela ignorância, aqueles negros de mais de 70 anos passados não tinham nem mesmo começado a subir os degraus do sucesso. Suas vidas findaram sem nenhum progresso para trazer-lhes satisfação e alegria. Mas os seus filhos mais educados de hoje, como os brancos civilizados do mundo, não começaram a subir ainda os degraus do sucesso, no seu verdadeiro sentido. Eles começaram, sim, a desceras escadarias do porão dos valores falsos que levam ao desconten-tamento, à preocupação, ao vazio e à frustração. Eles naturalmente querem chegar ao pináculo do sucesso. Eles se esforçam para ter paz, felicidade e alegria. Porém estão lutando na direção inversa, para os objetivos errados – para baixo – para longe do sucesso que almejam.
Você sabia que é mais difícil fazer uma descida de uma montanha íngreme do que uma subida? Isso deve merecer um momento de reflexão.
A "escalada" da classe média
Nós vimos os dois extremos – a riqueza e a pobreza, o conhecimento e a ignorância, a operosidade e a lassidão. Agora vamos ver se as classes entre si encontraram a receita para o sucesso.
Um periódico londrino, certa vez, publicou uma série de artigos sobre "Life in a Classy Suburb" (A Vida num Subúrbio Prestigioso). Em sua edição, de 20 de novembro de 1960, apareceu uma reportagem sobre a classe média de Woodford, subúrbio de Londres. O morador de Woodford, disse a reportagem, é suburbano e trabalha no centro, e está se esforçando muito para melhorar suas condições de vida. Seus homens são associados dos clubes, ou do Rotary. Suas mulheres são membros de associações e dos clubes de tênis. Esse subúrbio parecia um lugar agradável e feliz. Será verdade?
Quanto esforço em busca da vaidade! Quanta concorrência pelas coisas materiais!
Algumas histórias específicas foram contadas. Um marido disse: "Tão logo os vizinhos souberam que adquirimos uma máquina de lavar, eles compraram uma também. Então, alguns meses mais tarde, nós compramos um refrigerador, e eles também."
Uma dona-de-casa disse que o vizinho comprou uma geladeira porque ela havia comprado uma. Disse ela: "Parece preocupá-lo, quando temos algo novo. Quando ele comprou um refrigerador, fez um grande estardalhaço para mostrar que podia fabricar pedrinhas de gelo, também."
Os carros eram tidos sempre como ponto de rivalidade. Uma mulher, cujo vizinho havia comprado um carro novo, disse que ela e seu marido estavam comprando um melhor. "Isso será para eles como um soco no olho!", exclamou ela.
Sim, essas pessoas possuíam mais do que as de Bethnal Green, que são da "classe trabalhadora". Mas, como aqueles que estão longe de maior "sucesso" aos olhos da sociedade, isso nunca é suficiente. Quanto mais têm, mais querem. E quando conseguem, ficam mais descontentes por causa de alguns vizinhos que têm mais ainda.
Será que podemos perceber que tudo isso constitui um esforço em busca dos valores falsos – daquilo que não satisfaz – de um conceito errôneo a respeito do verdadeiro sucesso? Seria como gastar toda uma vida conseguida com grande esforço por uma mão cheia de vento.
Nem toda realização é um sucesso
Talvez o melhor exemplo de toda a História seja aquele de um rei antigo, que, esforçando-se com dificuldade, realizou muito, ganhou fabulosa riqueza e experimentou toda a sorte de prazeres, para ver se tudo isso lhe traria a felicidade.
Esse homem disse a si mesmo: "Vamos! Vou provar o prazer. Divirta-se!"
Continuando a descrever o seu experimento, ele disse: "Busquei no meu coração como me alegrar com o vinho (regendo porém o meu coração com sabedoria), e como me entregar à loucura, até ver o que seria melhor."
Esse antigo rei era ainda bastante jovem para começar realmente a desfrutar dos prazeres da vida. Além disso, também possuía os meios. Ele foi um dos homens mais ricos que já viveu – com os recursos de uma nação ao seu dispor. Se não houvesse dinheiro bastante para um projeto com que sonhasse, ele simplesmente aumentaria os impostos.
Ele continuou a descrever as suas experiências à procura da felicidade e do sucesso: "Empreendi grandes obras. [Estupendos projetos e obras nacionais.] Edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz jardins e pomares para mim, e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie. Fiz para mim açudes para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores. Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também possuí bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de mim viveram ... Amontoei também para mim prata e ouro, e tesouros de reis e de províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres. Engrandeci-me e sobrepujei a todos os que houve antes de mim em meu país ... Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma, – eu me alegrava com todas as minhas fadigas – e isso era a recompensa de todas elas.
"Mas," concluiu ele, "considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vão e fútil ... tudo era vaidade e correr atrás do vento." Nada vale a pena neste mundo.
"Vaidade de vaidades, tudo é vaidade", escreveu esse rei, depois de suas experiências. Tudo aquilo só o levara a esforçar-se, a correr – sim, sempre correndo – atrás de quê? "Atrás do vento", ele concluiu no capítulo 2 de Eclesiastes, onde escreveu a sua experiência. Tudo que a vida de muito trabalho, de vigorosa aplicação e realizações materiais lhe trouxera, ele concluiu, consistia em nada mais do que um punhado de vento!
Esse homem foi considerado o homem mais sábio que já viveu. Era o rei Salomão, da antiga nação de Israel. Mas, em toda a sua experiência dispendiosa, ele nunca encontrou os valores verdadeiros – o significado do sucesso verda-deiro e duradouro!
E, por quê?
Simplesmente porque, com toda a sua sabedoria, esse homem procurou o prazer – a felicidade – o sucesso – ao seu próprio modo, no materialismo. No princípio o Criador Eterno designou e colocou em ação leis de vida, com o propósito específico de proporcionar a felicidade, a vida plena, a alegria pura e contínua, a todos os homens que as seguissem. Essas são as sete grandiosas leis do sucesso. O rei Salomão, assim como a maioria de todos os homens "de sucesso" no mundo, aplicara diligentemente as seis primeiras – sem a sétima, porém, ele tomou a direção errada. Quanto mais se dedicava e se esforçava naquela direção, mais longe ficava, em direção totalmente oposta ao sucesso verdadeiro e duradouro.
Salomão conhecia a sétima lei. Contudo, "assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor ... porém não guardou o que o Senhor lhe ordenara. Pelo que disse o Senhor a Salomão: Pois que houve em ti, que não guardaste o meu concerto [minha aliança] e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino" (1 Reis 11:6-11).
Permita-me contar-lhe, agora, a experiência de um rei moderno. Este era um amigo íntimo e pessoal do saudoso ex-rei Saud da Arábia. A riqueza veio de repente para o Xeque Ali de Catar.
Catar é um pequeno país nas Arábias, que se projeta no Golfo Pérsico. Um surto gigantesco de petróleo veio ao reino do Xeque Ali. O país, com população de 35.000 habitantes, recebeu 50 milhões de dólares por ano, dos quais 12 e meio milhões foram diretamente para o velho Xeque Ali, de 69 anos de idade.
Agora, diga-me, o que faria você se, de repente, recebesse 12 e meio milhões de dólares por ano?
A resposta, com toda a probabilidade, é que você não faria o que agora diz que faria! Tal quantidade de dinheiro, vindo às mãos de alguém repentinamente, geralmente muda as idéias de uma pessoa por completo. Foi o que aconteceu com o velho Xeque Ali.
Imediatamente, começou a construir gigantescos e ostentosos palácios cor-de-rosa, verde e ouro, em meio a choupanas de barro malcheirosas. Equipados com ar-condicionado, ultramodernos, até as janelas tinham cortinas automáticas! E, agora, o novo ricaço podia evitar o verão do deserto, com temperatura de 50 graus, que mais parecia um forno.
Ele fretou aviões e levou consigo uma comitiva tão grande, que a sua vila suntuosa, recentemente comprada na Suiça, não conseguia acomodar a todos. Muitos foram forçados a se hospedar em vários hotéis de veraneio da região.
Depois, o Xeque Ali gratificou-se com a compra de uma magnífica mansão no valor de um milhão de dólares, com vista para Beirute – e para o belo Mar Mediterrâneo.
Quando o rei Saud lhe fez uma visita, ele o presenteou com 16 automóveis, um deles folheado a ouro. O velho Xeque Ali ficou tão generoso em sua autoindulgência que os seus débitos se elevaram acima da sua fabulosa renda, chegando a 14 milhões de dólares!
A notícia circulou por todo o mundo, de como o Xeque simplesmente não conseguia manter o equilíbrio financeiro com uma renda de apenas 12 e meio milhões de dólares por ano! Por volta de 1o-300. de novembro de 1960, ele abdicou em favor do seu filho Ahmed, de 40 anos. Um novo conselho consultivo conseguiu pagar os débitos do velho Ali, e lhe dar uma pensão apenas para cobrir as despesas de um punhado de servos e algumas esposas.
Pobre velho Ali! Ele achou mais difícil conseguir equilibrar suas finanças com 12 e meio milhões de dólares anuais do que quando era relativamente pobre.
A primeira lei
Certamente, nada na vida é mais importante do que saber o que é o sucesso real e como alcançá-lo.
Qual é, então, a primeira lei do sucesso?
Antes de declarar a primeira lei, esclareço que não estou considerando aqui princípios gerais de caráter, tais como honestidade, paciência, lealdade, cortesia, confiança, pontualidade etc., pois esses estão automaticamente incluídos nas sete leis. Podemos supor que ninguém consegue se tornar um sucesso real sem esses princípios justos de caráter.
Por outro lado, porém, muitos que são honestos nunca praticaram uma única destas sete leis, especificamente. Muitos podem ser leais, pacientes, corteses, pontuais, e não terem sucesso porque nunca aplicaram um único ponto destes sete princípios definidos e específicos. Mesmo assim, cada uma destas leis abrange um vasto campo.
Portanto, aqui está a primeira lei do sucesso:
Determine o objetivo certo!
Não apenas um qualquer. Muitos homens "de sucesso" que mencionei o possuíam. Eles se esforçaram implacavelmente para alcançá-lo. Mas, ganhar dinheiro, alcançar prestígio aos olhos das pessoas, aproveitar os prazeres temporários dos cinco sentidos, tem disseminado, no caminho da História, temores, preocupações, mágoas, consciências atormentadas, tristezas, frustrações, vidas vazias e morte.
Podemos ter essas coisas e usufruí-las junto com o verdadeiro sucesso. Porém elas sozinhas não trazem o sucesso. O objetivo certo inclui algo mais.
Em outras palavras, a primeira lei do sucesso é ser capaz de definir o sucesso! Uma vez compreendido o que é o sucesso, faça dele o seu objetivo na vida.
Você sabia que a maioria das pessoas passa pela vida sem ter um objetivo sequer? Na verdade, como já disse antes, muita gente não conhece e nem aplica uma única das sete leis do sucesso!
A maioria nunca pensa em ter propósito na vida. Eles não estão indo a lugar algum, em particular.
Se alguma vez você economizou dinheiro para uma viagem a Paris, Roma, ou Londres, para passar as suas férias, você gastou bastante tempo antecipando e planejando animadamente sua viagem. Você tem um destino definido – e todos os planos são formulados de maneira a levá-lo àquele destino especial – àquele alvo. Você sabe para onde quer ir. De outra forma, como poderia esperar algum dia chegar lá?
Como já disse antes, a maioria das pessoas não possui objetivos – elas são meramente vítimas das circunstâncias. Elas nunca planejaram, metodicamente, estar na ocupação ou trabalho em que se encontram hoje. Não foi pela própria escolha que vivem onde vivem, porque não planejaram assim. Foram simplesmente jogadas ali pelas circunstâncias. Elas se deixaram levar. Não fizeram qualquer esforço para dominar e controlar as circunstâncias.
A primeira lei do sucesso, repito, é fixar o objetivo certo. Não qualquer um. Alguém poderia estabelecer um objetivo no qual houvesse pouco, ou nenhum interesse, e cair na inatividade. O objetivo certo despertará a ambição. A ambição é mais do que mero desejo. É desejo mais o incentivo – determinação – vontade forte de atingir o desejo. O objetivo certo será desejado tão intensamente que provocará um esforço vigoroso e determinado. Ele inflamará a pessoa com o incentivo.
Deveria haver um irresistível significado na vida. Poucos foram os que, alguma vez, conheceram tal significado. Em todos os tempos, pensadores e filósofos ponderaram e procuraram, em vão, descobrir se a vida tem ou não algum significado. Sócrates, Platão, Agostinho, entre outros, refletiram e questionaram a respeito. Ainda assim, o verdadeiro significado lhes escapou. Esta interrogação mais profunda e importante da vida permaneceu um mistério para eles – um enigma insolúvel!
SE alguém pudesse descobrir tal propósito global – um destino definido para o qual os seres humanos foram colocados na Terra – SE alguém pudesse descobrir um potencial humano maior do que uma simples existência temporária, concluiria que esse propósito seria o objetivo que deveria estimular a ambição dinâmica!
Não haveria uma esperança de algo maior para os meus dois proeminentes amigos banqueiros? Nada melhor do que desfrutarem de um prestígio transitório, apenas para serem esquecidos por aqueles que os sucederam?
Afinal de contas, para que é que se vive?
Eu repito: a primeira lei do sucesso verdadeiro é ter o objetivo certo! Os homens que descrevi, considerados notavelmente bem sucedidos, todos tinham objetivos. Eles aplicaram diligentemente todas as seis primeiras leis do sucesso. Mas não se utilizando da sétima, aplicaram mal a primeira. O sucesso atingido foi transitório.
A segunda lei vital
Portanto, se você quiser alcançar sucesso na vida, primeiro precisa estabelecer o objetivo certo, e, depois, vem a hora da preparação para alcançar esse objetivo.
Portanto, a segunda lei do sucesso, em ordem cronológica, é a EDUCAÇÃO, ou a preparação.
Como alguém pode esperar a realização de seu propósito sem saber como?
Uma coisa precisamos conhecer sobre a vida – e muitos não o sabem: os seres humanos não nascem dotados de instinto.
Nesse ponto, os animais possuem uma certa vantagem sobre nós. Eles não precisam cansar seus cérebros estudando em livros.
O bezerro recém-nascido não precisa ser ensinado a andar. Ele já começa, erguendo-se, levantando-se nas suas patas ainda inseguras e fracas. Pode cair na primeira ou na segunda tentativa, porém, em poucos minutos, ele se levanta, ainda que, a princípio, um pouco desequilibrado. Ele não necessita de um ou dois anos – nem mesmo uma ou duas horas para isso. O bezerrinho começa a andar em alguns minutos! Ele não precisa pensar em nenhum objetivo. Não precisa de nenhum livro de instruções, nem mesmo que seja ensinado. Instintivamente, ele conhece o seu objetivo: o alimento! E conhece também, instintivamente, o caminho. Com suas quatro patas, ele vai direto à sua primeira refeição!
Os pássaros fazem ninhos – por instinto. Ninguém os ensina. Certa vez foi feita uma experiência em que cinco gerações de pássaros-tecelões, isolados dos ninhos ou dos materiais para construí-los, nunca tinham visto um ninho. Quando os materiais necessários se fizeram acessíveis, a sexta geração, sem qualquer instrução, prosseguiu fazendo ninhos! Não eram ninhos de corvos ou de águias. Eram da mesma espécie que os pássaros-tecelões tinham feito desde o tempo da criação. Eles não possuíam a mente para raciocinar, imaginar, pensar, planejar, desenhar e construir outro tipo de ninho.
Naturalmente que os cães, cavalos, elefantes, golfinhos e outros animais po-dem ser ensinados e treinados a fazer certos truques. De certa maneira, eles podem até resolver problemas. Mas não podem raciocinar, imaginar, pensar, planejar, desenhar e construir coisas novas e diferentes. Eles não adquirem conhecimento, nem distinguem a verdade do erro, nem tomam decisões, e nem empregam a vontade para exercitar a autodisciplina, seguindo uma decisão raciocinada e sábia. Eles não podem desenvolver caráter moral e espiritual.
Mas os seres humanos não recebem as coisas assim, tão facilmente. Eles têm de aprender ou ser ensinados. Os seres humanos têm de aprender a andar, a falar, a comer e a beber.
Nós não chegamos a essas realizações básicas, instintiva e imediatamente, como os animais. Pode levar um pouco mais de tempo, pode ser um pouco mais difícil, porém podemos continuar aprendendo a ler, a escrever e até a "calcular"! Então, podemos ir mais além, e aprender a apreciar a literatura, a música, a arte.
Podemos investigar, experimentar, inventar telescópios e aprender algo sobre o espaço sideral e conhecer os planetas distantes, as estrelas e as galáxias. Inventamos microscópios e aprendemos muito sobre as partículas infinitesimais da matéria.
Aprendemos sobre a eletricidade, as leis da Física e da Química. Aprendemos a usar a roda, construímos estradas de rodagem, e movimentamo-nos mais rápi-do que qualquer animal. Aprendemos a voar mais alto, mais longe e mais rápido do que qualquer pássaro. Aprendemos como separar os elementos da Natureza, fazendo-os trabalhar para nós. Descobrimos e utilizamos a Energia Nuclear.
Mas temos que aprender, estudar, nos educar – nos preparando para o que nos propomos a fazer.
Uma das primeiras coisas que precisamos aprender é que precisamos aprender!
Uma vez que você tenha aprendido o bastante para escolher seu objetivo, o segundo passo em direção à realização do sucesso é aprender como adquirir a educação adicional, o treino, a experiência, para ter o "know-how" e, assim, atingir o seu objetivo.
Muita gente deixa de estabelecer um objetivo definido. Não possuindo uma direção específica, eles negligenciam a educação especializada que tornará possível a obtenção desse objetivo.
Todos aqueles homens cuja história contei queriam adquirir bens materiais, alcançar prestígio e desfrutar dos momentos transitórios. Como meio de alcançá-los, eles tinham os objetivos específicos de serem bem sucedidos nos negócios bancários, industriais, políticos, artes dramáticas, em escrever livros, ou fazer qualquer outra coisa. Todos se educaram para cada uma de suas profissões ou vocações.
Eles tiveram a visão bastante ampla para perceber que a educação não consistia somente do aprendizado em livros, mas também do desenvolvimento da personalidade, liderança, conhecimento através de relacionamentos e associações, e através da observação.
Contudo, essa gente "de sucesso" não foi verdadeiramente bem-sucedida. Ela não só escolheu o objetivo global que a levou aos valores falsos, como também deixou de se equipar com a educação certa, que torna viável aquele sucesso verdadeiro e duradouro – realizando o propósito da vida.
Portanto, existe uma educação certa e outra falsa.
Essa gente de sucesso não permaneceu bem-sucedida por muito tempo. A educação deixou de lhe ensinar os valores verdadeiros. Ela escolheu objetivos que a levaram pelo caminho dos valores falsos, que não duram.
Todo o sistema educacional deste mundo negligencia a recuperação de valores verdadeiros. Até mesmo ilustres educadores, freqüentemente, devotam-se a árduos anos de pesquisas de coisas secundárias e inúteis.
O conhecimento básico e mais essencial – os verdadeiros valores, o significado e o propósito da vida, o caminho da paz, da felicidade e do bem-estar abundante – essas coisas básicas, nunca são ensinadas. Justamente porque eu tive a percepção desse declínio na educação moderna – reconhecendo esse trágico vazio no conhecimento – é que fui levado a criar um colégio que preenchesse essa lacuna.
A educação certa precisa ensinar que todas as coisas são o resultado de causa e efeito. Para todo resultado, seja bom ou mau, existe uma causa. A verdadeira educação ensinará a causa dos males deste mundo – dos dissabores pessoais e coletivos, de forma a serem evitados. Também precisa ensinar sobre as causas dos bons resultados, para que possamos saber como alcançá-los em lugar de dissabores. A educação certa não deve parar de ensinar a viver! Ela precisa saber, e ensinar, o propósito da vida humana, e como alcançá-lo.
A educação decadente tem provocado revoltas estudantis que em várias ocasiões lançaram muitas faculdades e universidades ao estado de violência e de caos. Que tragédia!
Este mundo está disseminando uma educação falsa, oriunda de pensamentos e filosofias mal-orientados, de pagãos carentes do conhecimento dos verdadeiros valores e do propósito da vida! A verdadeira história da educação é uma história alarmante em si mesma!
A terceira lei básica
A seguinte lei importante, na ordem cronológica, é a da boa saúde.
Nós somos seres físicos. Nossa mente e nosso corpo formam o mais maravilhoso mecanismo físico que conhecemos. O homem, porém, é feito de matéria.
Ele vive do ar que respira – que é o sopro da vida. Se o fole, que denominamos pulmões, não receber a inalação e a exalação de ar contendo oxigênio, o homem não viverá para alcançar qualquer objetivo. Você e a morte se encontram separados por apenas uma batida de coração! Ao mesmo tempo em que os pulmões bombeiam o ar para dentro e para fora, também o coração bombeia o sangue através de um sistema intrincado de veias e artérias. Eles precisam ser sustentados por alimentos e água.
E assim o homem é aquilo que ele come. Alguns dos médicos e cirurgiões mais famosos já disseram que 90 a 95 por cento de todas as doenças e moléstias são, de alguma maneira, provocados por uma alimentação deficiente!
A maioria das pessoas encontra-se em estado de total ignorância quanto ao fato de que faz diferença o que comemos! A maioria das pessoas, e os costumes da sociedade, têm seguido um regime de alimentação desde que agrade ao paladar.
Os adultos são bebês crescidos. Observe um bebê de nove meses. Tudo que vem às mãos vai direto à boca!
Eu me lembro que, quando meu irmão mais novo tinha nove meses, ele conseguia engatinhar até entrar no depósito de carvão que ficava no porão. Nós o encontramos tentando comer pedacinhos de carvão – a boca e o rosto estavam bem pretos.
Você pode achar graça nos bebês, quando eles tentam comer pedaços de carvão, como acharia graça em certos adultos de várias culturas que mergulham camundongos em um molho e, segurando-os pelo rabo, soltam-nos como guloseimas garganta abaixo. Eles lhe dirão que os camundongos comem grãos, enquanto você, talvez, molha mariscos dentro de um molho de coquetel, e os considera manjares deliciosos!
Você acha que os adultos aprenderam mais do que os bebês de nove meses?
Como já disse, os homens não sabem nada ao nascer. Nós precisamos aprender! Porém a maioria não sabe disso. E, repito, aquilo que não sabemos, nós não sabemos que não sabemos! E, por conseguinte, desde a infância, a maioria dos seres humanos parece ter crescido colocando na boca tudo o que encontra. Muitos cresceram comendo somente o que lhes parecia apetecer – e aquilo que viam outros comerem. Pouca orientação tem sido oferecida sobre o que devemos – ou não devemos – comer.
Muitas doenças degenerativas são doenças modernas – conseqüentes da ingestão de alimentos provindos das "fábricas" de alimentos – geralmente com excesso de amido, açúcar (carboidratos) e gorduras. Outras são causadas por um tipo de desnutrição – falta de minerais e vitaminas necessárias nos alimentos. Então, as pessoas tentam colocar as "vitaminas" de volta no organismo, comprando pílulas nas farmácias!
Um famoso diretor de um programa de "Aptidão Física", numa palestra no nosso Colégio, lembrou-nos que a profissão médica tem avançado muito nos processos de eliminação das doenças transmissíveis, porém tem tido pouco sucesso no combate ao aumento das doenças não transmissíveis – tais como o câncer, as doenças cardíacas, a diabete e os problemas dos rins. Estas últimas são resultados de uma alimentação deficiente.
Naturalmente existem outras leis de saúde – sono suficiente, exercícios, bastante ar puro, asseio, eliminação apropriada, pensamento sadio e vida limpa.
Recentemente o "cooper" ("jogging") tornou-se a moda para o exercício físico. Até mesmo homens cinqüentões começam a forçar o coração correndo mais de três quilômetros por dia. "Mais e mais exercícios!" gritam os maníacos.
Por que os seres humanos chegam aos extremos? Exercício é bom – ajuda um pouco – porém tal como a maioria das outras coisas, pode ultrapassar a lei do menor retorno. Uma dose excessiva pode causar-lhe mal. Nós temos tendência a esquecer a advertência de ter moderação em tudo.
Qual é o valor desse excessivo esforço quando corremos três quilômetros por dia? Isso força a circulação do sangue. Leva a circulação às extremidades. Quanto a isso, é bom, pois estimular a circulação do sangue é importante. Mas podemos também destruir a saúde indo imprudentemente aos extremos. Existe tanto perigo no excesso de exercício quanto na falta dele.
A circulação pode ser induzida sem excesso de esforço ou perigo. Nunca esqueci de uma preleção que ouvi quando ainda jovem. O orador havia sido o treinador físico do presidente norte-americano Howard Taft. Logo após o término da Administração Taft, em 1913, esse treinador conseguiu organizar uma lista de todos – ou quase todos – os homens de cem anos dos Estados Unidos. Visitou pessoalmente a cada um e perguntou-lhes a que atribuíam uma vida longa. Um deles nunca fumou, e deu isso como razão. Mas o outro usou o fumo a vida inteira, e ainda viveu além dos cem anos. Um foi abstêmio – porém outro bebeu cerveja e conhaque toda a vida. E assim foi. Quando havia entrevistado a todos, ele analisou suas anotações e ficou surpreso ao saber que somente uma coisa era comum a todos. Mas ninguém deu isso como motivo da sua vida longa. Todos faziam diariamente uma vigorosa massagem ou fricção no corpo. Uns usavam a toalha, logo após o banho diário. Outros usavam uma escova. De um modo ou de outro, porém, cada um estimulava a circulação do sangue até as extremidades dos dedos dos pés e das mãos, pela fricção ou massagem.
Muitos perguntam como eu mantenho a energia, o vigor e o ímpeto. Tenho a certeza de que existe mais de uma razão – mas eu não faço "cooper" nem me involvo com manias. Eu caminho – o melhor exercício para uma pessoa da minha idade. Mas, desde o tempo em que ouvi aquela palestra, há tantos anos, faço uma fricção diária no corpo. O método? Uma toalha de banho de tamanho grande, depois de um banho de chuveiro. Tento dormir o suficiente. Cuido da eliminação das toxinas do corpo (muito importante). Tento ser cuidadoso com minha dieta. E tenho um tremendo incentivo – um objetivo propulsor da minha vida, pois aprendi qual é o propósito da vida. Este me impulsiona à ação! Eu tenho uma missão a cumprir que é mais importante do que a minha própria vida. Não há muito tempo sobrando – e ela precisa e SERÁ CUMPRIDA! Além disso tudo, eu recorro à energia de um poder maior e mais alto. Acho que isso responde à pergunta.
Em geral, as pessoas nunca pararam para pensar que não é natural ficar doente. Doenças e moléstias vêm pela violação das leis espirituais e naturais, no que se referem ao corpo e à mente – as leis físicas da saúde. Muita gente nem sabe que existem tais leis! Elas supõem que as doenças são naturais no curso da vida. Nada poderia estar mais longe da verdade.
As enfermidades não deveriam ser consideradas naturais. Alguns especialistas chegam até a dizer que nós não pegamos resfriado senão que comemos os resfriados e as febres! Eles dizem ou supõem que o resfriado ou a febre e, freqüentemente, a eliminação rápida e anormal de toxinas e venenos depositados nas glândulas, como resultado de alimentação inadequada.
E agora, o que dizer dos homens famosos e dos que estão às portas da fama no mundo? Eles, em geral, não sabem tudo que se deve saber sobre as leis da boa e vigorosa saúde, com mente ativa e limpa. Mas, em comparação com a população em geral, eles sabem muito. Eles, regra geral, gozam, comparati-vamente, de boa saúde!
Como exemplo, cito o presidente dos EUA que sempre tem um médico na Casa Branca freqüentemente cuidando de seu estado físico. O presidente é obrigado a fazer certos exercícios. O presidente Eisenhower jogava golfe freqüentemente. O presidente Kennedy nadava diariamente. O presidente Taft (1909-1913) tinha um treinador físico que cuidava diariamente do seu excesso de peso.
Ainda assim, há muitas coisas que até mesmo esses homens importantes não conhecem sobre as causas das doenças, enfermidades e debilidades.
Um fator que tem favorecido universalmente esses homens é a atitude mental, que exerce, realmente, uma considerável influência sobre a condição física. A maioria dos homens "de sucesso" – como geralmente o mundo os classifica – pensa sempre de modo construtivo, positivo e com atitude mental de confiança. Eles não se permitem pensar negativamente ou assumir uma atitude de medo, preocupação ou desânimo. Não se permitem entrar em estado de descontrole e de reclamações. Eles se esforçam para manter o equilíbrio emocional. E, cuidadosos com as responsabilidades que têm sobre seus ombros, provavelmente impõem mais restrições aos desregramentos do que a maioria das pessoas.
Sem saúde, o homem fica em desvantagem, impedido ou impossibilitado de realizações. A quarta lei do sucesso, que vem a seguir, depende muito da boa saúde.
A importância da quarta lei
Você pode ter escolhido seu objetivo. Pode agora ter uma tremenda ambição para alcançá-lo. Você pode ter começado a educar-se e a treinar-se para alcançar o objetivo, e pode até mesmo ter boa saúde e, ainda assim, fazer pouco ou nenhum progresso nesse sentido.
Afinal de contas, sucesso é realização. É ação. Diz-se que qualquer peixe morto pode flutuar na correnteza do rio, porém ele precisa estar vivo para nadar contra ela. Uma pessoa inativa nada realizará. Realização é ação!
Agora vem uma lei de grande importância.
A quarta lei, portanto, é o impulso!
Um impulso fraco pode levá-lo alguns passos em direção ao objetivo, porém nunca será suficiente para alcançá-lo.
Você sempre verá que o chefe executivo de qualquer organização de sucesso que esteja crescendo emprega o esforço! Ele dá uma constante espetadela em si mesmo. Ele não apenas se impulsiona a si mesmo como também os seus subordinados, caso contrário eles ficariam para trás, desistiriam ou estacionariam. Às vezes, ele se sente sonolento, pela manhã, não querendo acordar ou sair da cama. Resiste, porém, a esse impulso.
Lembro-me das lutas que tive, certa vez, em tal situação. Aconteceu durante uma de minhas excursões como "homem-de-idéias", representando a redação de uma revista, aos 22 anos de idade. Mantive uma luta ferrenha contra a sonolência, pois havia adquirido o hábito de atender o telefone pela manhã, sonolento, voltando rapidamente para a cama para continuar dormindo. Comprei então um despertador que levava sempre comigo. Mas eu me levantava para desligá-lo, e caía de novo na cama. Estava sonolento demais para ter consciência do que fazia. Não estava acordado o suficiente para empregar a força de vontade e forçar-me a permanecer acordado, entrar no chuveiro e ficar inteiramente desperto e alerta. Isto havia se tornado um hábito.
Eu tinha que quebrar esse hábito. Tinha que dar uma espetadela em mim mesmo. Precisava de um despertador que não pudesse ser desligado até que eu estivesse suficientemente acordado para enfrentar o dia.
Assim, uma noite, no Hotel Patton em Chattanooga, Tennessee, chamei o mensageiro do hotel ao meu quarto. Naquele tempo a gorjeta costumeira era de 10 centavos. Cinqüenta centavos, então, fazia o mesmo efeito que uma nota de 20 dólares hoje. Coloquei uma moeda de prata de 50 centavos no móvel da cômoda.
–Está vendo estes cinqüenta centavos, filho? –perguntei.
–Sim, senhor! –exclamou ele, com os olhos brilhando por antecipação.
Depois de me certificar de que ele estaria ainda de serviço às 6h30 da manhã seguinte, eu lhe disse:
–Se você bater naquela porta de manhã às 6h30, até que eu o deixe entrar, e depois permanecer no quarto, impedindo-me de voltar para a cama, até que eu esteja vestido, você ganha os cinqüenta centavos!
Descobri que aqueles mensageiros, para ganhar uma gorjeta de 50 centavos, brigariam ou lutariam comigo, para impedir que eu me arrastasse de volta à cama. Portanto dei uma espetadela em mim mesmo, que desfez o meu hábito de cochilar de manhã, fazendo-me levantar e sair!
Muitos trabalhadores nunca sobem na vida, seja qual for a tarefa que façam, porque lhes falta o impulso. São lerdos, trabalham devagar, ficam ociosos, sentam-se e descansam tanto quanto podem. Em outras palavras, precisam ter um chefe comandando para impulsioná-los; caso contrário, provavelmente morreriam de fome. Eles nunca se tornariam agricultores de sucesso – pois o agricultor, para ter êxito, precisa levantar-se bem cedo, trabalhar até tarde, e esforçar-se. Essa é a razão por que tantos têm de trabalhar para os outros. Eles não podem depender de si mesmos – precisam ser impulsionados por alguém de maior energia e propósito.
Sem energia, impulso e constante esforço, ninguém pode ser verdadeiramente bem-sucedido.
Lei número cinco – para emergências
Você poderá supor que, tendo um objetivo – e com ele a ambição de atingi-lo – estará destinado a alcançá-lo, bastando para tanto educar-se, treinar-se e ganhar experiência em sua busca – além de manter, como é óbvio, a boa saúde e impulsionar-se implacavelmente em direção a ele.
Embora essas quatro leis sejam importantes, elas não representam tudo.
A vida constantemente apresenta riscos, obstáculos, problemas inesperados ou reveses. Você poderá estar procedendo de acordo com o previsto, e de repente – bumba! – sem esperar, surge do nada, uma complicação. Alguma circunstância repentina surge e parece impedi-lo totalmente, ou pelo menos atrasá-lo.
Portanto, para enfrentar esses problemas que surgem constantemente, você precisa ter engenhosidade!
Quando as complicações, obstáculos, circunstâncias inesperadas surgem para bloquear o seu caminho, você precisa estar equipado com a engenhosidade para resolver o problema, vencer o obstáculo e continuar.
Quando dirigíamos o velho autómovel Ford, modelo "T", – o Ford "de bigode" – de Iowa a Oregon em 18 dias, no ano de 1924, enfrentamos várias situações críticas, tais como problemas do motor, pneus furados ou estourados. Tínhamos que resolver os problemas, consertando o furo, colocando um manchão no pneu, e fazendo nosso próprio conserto, à beira da estrada, cada vez que o motor morria.
Eu aprendi uma lição de determinação e engenhosidade na minha primeira visita às cataratas do Niágara. Isso ocorreu a 25 de dezembro, provavelmente do ano de 1913, durante o degelo das águas. Eu passeava pela ilha chamada Goat Island, que divide o rio, um pouco acima da cachoeira. Ao chegar a certo ponto encontrei uma gigantesca rocha. Parecia ser uma barreira impassável para aquele riacho que crescia rapidamente, correndo para seu destino, isto é, ribanceira abaixo, para a cachoeira e, em seguida, para o lago Ontário.
Eu olhava, curioso. Será que as águas rápidas da correnteza parariam, cessariam ou deixariam de correr? Nunca, jamais! Eu sentia emoção ao ver a água, em torvelinho, à volta daquela gigantesca pedra arredondada, esparrinhar-se sobre ela até encontrar uma passagem e, arremetendo-se com violência, cair – estrepitosamente, estrondosamente – rumo ao seu objetivo!
Quando surgem emergências, mais do que nunca devemos manter a mente clara, os nervos calmos, o pensamento ágil e o raciocínio livre!
Você precisa de engenhosidade!
Você precisa de cabeça fria, para agrupar rapidamente todos os fatos e tomar uma decisão sensata.
Você consegue ficar calmo em tais emergências, ou perde a cabeça e fica perturbado? Pensa rapidamente, porém clara e logicamente, ou fica transido de medo?
Para ter sucesso, você precisa cultivar a habilidadee o hábito de manter-se calmo, porém agindo com grande esforço para tomar a decisão acertada.
E, agora, você certamente pensaria que essas cinco leis seriam tudo o que é necessário para garantir o sucesso final. E, mesmo assim, nove entre dez pessoas que aplicam essas cinco leis ainda fracassam – sem a sexta lei, que é tão importante.
A importância da lei número seis
Entre os exemplos mencionados no princípio, havia o do presidente de uma importante indústria automobilística. Ele utilizara as primeiras cinco leis – mas com a exceção do objetivo comum que conduz à direção errada. No entanto, na momentânea depressão de 1920, ao perder toda a sua fortuna, suicidou-se.
Esse homem atingira o ponto, ao que parece, culminante! Durante a vida havia engenhosamente resolvido as emergências e problemas que surgiram. Mas agora, repentinamente, pareceu que tudo ficou devastado de sob os seus pés. Tudo por que lutou. Tudo que acumulou. Tudo em que pôs todo o coração! Nada lhe restou! Tudo perdido! Tudo chegou ao fim! Assim lhe pareceu. É até possível que tenha havido, na mesma ocasião, o fracasso no casamento – eu nada sabia de sua vida particular.
Ele desistiu. E suicidou-se!
Tão próximo do sucesso, e ao mesmo tempo tão distante!
Sim, nove entre dez pessoas, pelo menos uma ou duas vezes na vida, chegam ao ponto onde parecem ter sido derrotadas totalmente! Tudo está perdido! Aparentemente, quero dizer.
Elas desanimam e desistem, quando só um pouco mais de determinação e paciência, um pouco mais de fé e perseverança – de persistência – teria transformado um fracasso aparentemente certo em um glorioso sucesso.
A lei número 6 e, então, a PERSEVERANÇA – a persistência! A tenacidade!
Eu sei! Já cheguei a esse ponto mais de uma vez! Também tive tudo que possuía varrido de sob os meus pés, naquela rápida depressão de 1920.
Aos vinte e poucos anos estava acostumado a ter uma renda equivalente ao salário de um executivo nos dias de hoje; praticamente 90%, ou mais, eram provenientes de cinco ou seis grandes empresas do Centro-Oeste. Muitas dessas grandes empresas "afundaram" – isto é, caíram nas mãos dos síndicos de massas falidas.
Um pouco depois, em 1926, um negócio publicitário que iniciei, na costa oeste dos Estados Unidos, foi-me tirado das mãos pela decisão tomada no Leste por uma associação. Um projeto de um milhão de dólares foi esquecido por causa da quebra do mercado de ações e da depressão de 1929. Eu, entretanto, não parei, não desisti de viver. Foi a partir daí que se modificou o meu objetivo de vida!
Até nos primeiros dois anos de funcionamento do Ambassador College tivemos que encarar, por inúmeras vezes, o fracasso. Quase todos achavam que tínhamos fracassado. Por que, admiravam-se, eu não o reconhecia e desistia? Naqueles dias eu tinha que ouvir companheiros à minha volta, falando constantemente de "quando esse colégio fechar".
Mas ele não fechou! Em 1949, conseguimos ultrapassar a nossa primeira fase crítica. Pouco depois, a segunda. Hoje, acho que temos condição de dizer que o colégio é, sem dúvida, um magnífico sucesso. E outras atividades nossas, hoje em dia, abrangem o mundo inteiro, em larga escala.
Ainda falta a lei número sete
Bem, agora, certamente parece que se alguém seguir essas seis leis do sucesso, nada mais será necessário!
Mas mesmo assim, esses homens "de sucesso" que descrevi, seguiram esses seis princípios. Eles atingiram os seus objetivos. Enriqueceram e alcançaram prestígio social; deleitaram-se com os prazeres transitórios.
Contudo, suas vidas eram vazias – eles nunca estavam satisfeitos – continua-ram desgostosos, nunca encontraram a felicidade duradoura, permanente, contínua. Ao morrerem, não levaram consigo o que ganharam, e a sua fama morreu com eles!
O que lhes faltava, o que falta a todos os que deixaram de atingir o verdadeiro sucesso, foi a utilização da lei número sete – a mais importante de todas!
Esse seria o ingrediente que teria modificado tudo!
Propositadamente, deixei esta sétima lei, ora negligenciada, mas muito importante, para ser explicada no final. Mas longe de ser a menor, ela é a primeira em importância vital!
Guardei-a até este momento porque, primeiro, é a última das leis que as pessoas chegarão a reconhecer e aplicar; e, segundo, sendo a primeira responsável pelo sucesso real, desejo descrevê-la por último, de maneira que fique gravada na mente do leitor.
Quando uma doença séria aparece, a primeira coisa quese faz é chamar o médico. É automático, para a maioria, depender do conhecimento e habilidade de um profissional, em matéria de remédios, tratamento e cirurgia. Mas, finalmente, quando o médico que atende o caso – talvez ajudado por outros especialistas – balança gravemente a cabeça, e diz que não há nada mais que a ciência médica possa fazer – o caso está agora, nas mãos de um Poder Maior – então, finalmente, implora-se desesperadamente pela ajuda do Deus Criador!
Será possível que o Deus-vivo seja o fator responsável pelo sucesso ou fracasso na vida? Poucos pensam assim.
As pessoas ignoram, durante toda uma vida, qualquer idéia de orientação e ajuda divina. Contudo, ao encontrar-se em uma balsa, sem comida e sem água, após um naufrágio em alto mar, é surpreendente como o ser humano começa a acreditar que realmente existe um Deus-vivo! Como último recurso, desesperada, a maioria clamará a Ele, a quem havia ignorado, desobedecido e negligenciado por toda a vida.
Não parece evidente que, se existe um Criador benevolente, cheio de compaixão, pronto e desejoso de nos dar o socorro de emergência, como último recurso, não teria sido mais sensato ter procurado a Sua orientação e ajuda há mais tempo? Não obstante, alguns adquiriram riquezas, viveram luxuosamente e então, de repente, perdendo tudo, voltaram-se finalmente para Deus, nos momentos de angústia econômica. Outros se suicidaram. Alguns, ao que parece, nunca confiam no Criador e Sustentador da vida, senão quando se sentem incapazes e em necessidade desesperadora. Ainda assim, o motivo é por demais egoísta.
Contudo, se quisermos tirar proveito das boas coisas da vida – livrando-nos de temores e preocupações, tendo paz mental, segurança, proteção, felicidade, amplo bem-estar – a única fonte de satisfação é o Deus Criador! Já que tudo provém dEle, por que não se utilizar da fonte desde o início? Mas, em nossos dias de ciência moderna, sofisticação e vaidade, não está na moda acreditar-se em um Criador. Neste mundo iludido, o conhecimento de Deus tem encontrado muito pouco ou nenhum lugar na educação moderna.
A sétima lei do sucesso – a de maior importância, não obstante – é manter contato com Deus e receber a Sua contínua orientação e ajuda!
E a pessoa que coloca esta sétima lei em último plano está, provavelmente, condenando sua vida ao fracasso final.
Por que é de fundamental importância?
Veja de novo a primeira lei já descrita, no princípio. Não é meramente a escolha de um objetivo qualquer. É estabelecer o único destino da vida, o objetivo certo.
Todos os homens "de sucesso" deste mundo tinham objetivos, porém visando fins materiais. Procuraram a felicidade na vaidade, no orgulho, no prestígio social, na aquisição material, nas atividades e satisfação de objetivos físicos. Procuraram a aprovação das pessoas. Todavia, as pessoas são humanas, e a vida é transitória. Os objetos materiais também não permanecem, mas envelhecem até se tornarem inúteis.
Os dois objetivos principais daqueles considerados de sucesso no mundo, geralmente são: Vaidade – desejo de prestígio social; e dinheiro, para os bens materiais que possam comprar. Mas a felicidade não é material, e o dinheiro não é a sua fonte. A vaidade, como observou Salomão, é como se corrêssemos atrás do vento!
Essa luta de toda uma vida – esse constante correr "atrás do vento" – correr atrás de valores falsos – deixou uma trilha de temores, preocupações, incertezas, decepções, mágoas, consciências aflitas, desgostos, vidas vazias, frustações – e finalmente a morte!
Oh! sim, naturalmente, houve prazeres, momentos excitantes, períodos de satisfação. Houve emoções ocasionais, sensações temporárias de prazer, mas sempre seguidos de períodos de depressão; sempre voltando àquela fome interna, corroendo-lhes a alma. Isto, por outro lado, levava-os a procurar satisfação em mil e um acontecimentos, no turbilhão de prazeres materiais e passatempos mundanos.
Entretanto, isso nunca preencheu o vazio criado. Eles nunca satisfizeram a fome íntima real.
Essas pessoas, provavelmente, nunca o reconheceram, porque a fome íntima que sentiam era espiritual. E fome espiritual nunca se satisfaz com alimentos materiais.
Aqueles "bem-sucedidos" deste mundo aplicaram as seis leis do sucesso. Mas deixaram Deus fora do contexto de suas vidas, e, conseqüentemente, também a felicidade que o sucesso real lhes traria.
Parece que quase ninguém, hoje, reconhece como e por que nós fomos criados – o que nós, seres humanos, somos, e por que somos assim. Por que deveríamos viver em ignorância destes conhecimentos tão básicos?
Dois fatos básicos e vitais são negligenciados:
1) Ao mesmo tempo em que o homem foi feito um ser material, do pó da terra, sustentado pelo alimento material que come e da água que bebe, ele também foi feito com necessidade de alimento espiritual, e com sede de "água-viva" do Espírito de Deus. Sem essas necessidades espirituais satisfeitas, o homem não pode ser verdadeira e continuamente feliz. Nenhuma outra coisa irá satisfazê-lo realmente.
2) O Criador Eterno, que nos criou à Sua própria imagem, é o Criador de tudo o que existe. Tudo que o homem precisa para tornar a vida constante e plenamente satisfatória, precisa vir dEle. Ele é a fonte de abastecimento. Ele é o Doador de tudo o que é bom. Por que deve o homem ignorar a verdadeira fonte, e tentar obter onde não há nada para ser obtido? Se eu desejo tirar água límpida, pura e cristalina de um poço, vou a um poço onde exista tal água, não a um que esteja vazio. Deus diz à nossa gente: "Porque o meu povo fez duas maldades: a mim deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas" (Jr 2:13).
E, novamente, Ele diz: "Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? e o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?" (Is 55:1-2.)
Novamente, veja a primeira lei do sucesso. Dita de maneira diferente, ela define o sucesso! E o que constitui o sucesso real? Quando você aprender o verda-deiro significado do sucesso, então, você terá encontrado o único objetivo certo.
O objetivo certo estabelece a direção correta na jornada de sua vida. O sucesso é o destino daquela jornada. O sucesso é onde você finalmente chega – e o ver-dadeiro sucesso inclui uma jornada feliz e agradável, o tempo todo.
Propósito para a vida?
Haverá, afinal, um propósito para a vida?
Se fomos colocados aqui pelo Criador, teria Ele feito isso sem uma razão? E o Criador com mente e poder para projetar e criar a mente e o corpo humano, não poderia ter deixado de oferecer aos homens todas as ferramentas, ingredientes e meios necessários para realizar o propósito dEle!
Naturalmente, os homens distanciados de Deus não possuem qualquer conhecimento desse propósito, que não é material, e, sim, espiritual. E coisas espirituais não podem ser vistas – nem ouvidas, apalpadas, cheiradas, ou saboreadas. O conhecimento espiritual só pode ser transmitido por revelação. E este mundo rejeitou a revelação. Os seres humanos, afastados do seu Criador, tornam-se cegos e ignorantes espiritualmente, tateando na escuridão. Portanto, eles deixam de utilizar-se das ferramentas, dos ingredientes e dos meios adequados.
Mas o Criador enviou um livro de instruções junto com o mecanismo humano que criou.
Nele encontram-se as respostas verdadeiras. Ele revela o propósito real da vida – do destino em potencial do homem.
Esse livro de instruções, como disse o escritor Bruce Barton, com justa razão, é o "livro que ninguém conhece".
Quase ninguém sabe que cerca de 95 por cento do conteúdo desse Livro são ignorados pelo clero cristão. Muitos dos cientistas e educadores, hoje, supõem errôneamente e com ignorância dos fatos, que a Bíblia é meramente o livro de uma raça antiga do povo judeu, lutando para projetar o conceito de um deus – em tempos remotos de ignorância e superstição. Eles não examinam o livro, da maneira como examinam outros dados científicos, para ver o que ele diz. Ignoram-no como algo que o orgulho intelectual deles não lhes permite considerar.
O que poucos reconhecem é que 95 por cento do conteúdo desse volume são rejeitados por muitos religiosos. Porém ele é o livro de instruções que o Criador enviou com o Seu produto – tal como o faz qualquer fabricante de artigo material. No entanto, alguns doutores ficaram surpreendidos e abalados ao saberem que esse livro ignorado, difamado, caluniado, contém as respostas da própria vida – revela o propósito da vida – as leis que a governam – a resposta do que é o sucesso e de como alcançá-lo!
É como se descobrissem uma mina de ouro com conhecimentos que não sabiam existir.
Eles descobriram que ele faz sentido – que, sem dúvida, é o próprio FUNDAMENTO do conhecimento em quase todos os campos – que ele oferece o único meio correto de abordar a aquisição de outros conhecimentos adicionais.
A realização desse potencial, como destino supremo do homem, é o único e verdadeiro objetivo. É a sua razão de ser! É a razão de você ter nascido!
Aqueles que trabalharam, lutaram e se esforçaram no caminho de qualquer outro objetivo, desperdiçaram as suas vidas – vivendo para nada! Eles, na verdade, não estavam indo a parte alguma!
E quantos, desde que os seres humanos foram colocados aqui na Terra, conheceram realmente esse propósito – esse objetivo certo e único da vida? Muito poucos, realmente!
A época em que precisamos de orientação divina, iluminação e ajuda, é no princípio – na época em que um jovem e uma jovem escolhem o objetivo certo.
Sem a orientação divina, é sempre estabelecido o objetivo errado.
Essa é a razão por que os pobres que possuem o mínimo de conhecimento e de bens materiais, às vezes parecem ser os mais felizes. Na verdade, eles não o são. Eles são, apenas, menos insatisfeitos! Eles não avançaram tanto na direção errada como os que, de modo convencido e vaidoso, se supõem melhores e mais inteligentes!
A vida tem um propósito. Deus colocou em ação leis definidas, inexoráveis e reais que produzem toda a felicidade, a segurança e as coisas boas que o homem deseja – constituem o caminho de vida que irá cumprir o propósito de Deus para a nossa existência!
Olhe! Pense! Um automóvel foi projetado e construído pelos seus criadores humanos para transportar passageiros, e fazê-lo mais rápido e com maior conforto do que o velho cavalo e a carroça. Não seria uma coisa ridícula, se o automóvel tivesse a capacidade de pensar, e o livre arbítrio para agir, e dissesse: "Que tolice! Eu não acho que fui feito para transportar pessoas. Creio que fui feito para outra coisa. Recuso-me a transportar passageiros. Quero ser um instrumento para observar as estrelas no céu!"
Ao que parece, é apenas o homem – que possui um potencial mental e a capacidade para uma inteligência superior a qualquer outra criatura de Deus – que diz: "Por que tu me fizeste assim?"
Qual é, então, o propósito para o qual fomos colocados aqui?
Desse propósito, a humanidade perdeu totalmente a concepção. Para a pessoa espiritualmente embriagada com os falsos conceitos materiais de nossos dias, a declaração desse propósito pareceria estranha, absurda e impossível. Ele transcende muito a qualquer coisa concebida pela humanidade, por este mundo cego; de forma que a sua simples exposição provaria ser por demais extremada para ser absorvida e aceita.
É suficiente dizer – e deixarei isto para ser explicado em outro livreto – que o homem foi posto aqui com o propósito de ser moldado, e finalmente selado com o caráter perfeito e justo de Jesus Cristo! (Veja noutra página o artigo intitulado Por que você nasceu?)
Cristo o possui agora, e está atualmente selado com o mesmo caráter e imagem de Deus, bem como com a aparência iluminada, resplandecente e glorificada de Deus! Para que o ser humano e mortal tenha aquela perfeita imagem espiritual, ele precisa ser transformado!
A Bíblia descreve Deus como o Oleiro-Mestre – e nós somos o barro. Em realidade, nós somos, literalmente, a imagem de Deus feita de barro – compos-tos do pó da terra (Gn 2:7); como agora temos a imagem física feita de matéria "terrena", possuiremos, quando formos transformados, a imagem espiritual divina – de Deus (1 Co 15:47-49). Portanto, somos a imagem de barro com mente humana, de livre arbítrio. Podemos submeter-nos, ou nos rebelar. Possuímos o poder da vontade, e da decisão.
Livre para escolher
Compreenda isto! Você é um agente moral livre. Deus nunca "o forçará a engolir a religião dEle". Deus nunca vai forçá-lo a decidir-se pelo caminho dEle. Deus não só permite que você escolha o caminho errado – mas também o obriga a tomar a sua própria decisão. De outra maneira, o propósito dEle seria frustrado!
O Deus-vivo colocou dois caminhos diante de nós. Um é o caminho dEle, a causa de todas as coisas boas que desejamos, aqui e agora, mais a vida eterna em sucesso verdadeiro para sempre. O outro, é o caminho egocêntrico, da vaidade, da ganância e da inveja – o caminho que a humanidade seguiu, em rebelião a Deus e a Sua lei – o caminho que causa toda a infelicidade, sofrimento e males, e termina em morte. E Deus obriga-o a escolher um deles!
No entanto, Ele lhe ordena que escolha o caminho que leva ao sucesso verdadeiro (veja Dt 30:19).
E aquele sucesso verdadeiro e último é algo que você não pode alcançar sozinho. O ingrediente que lhe falta é a orientação, o poder e o Espírito de Deus.
Você tem que tomar a decisão. Precisa estabelecer esse objetivo certo. Você precisa estabelecer a direção da sua vontade. Precisa aplicar toda a sua energia e esforço. Você precisa trabalhar dinamicamente para vencer, crescer, e desen-volver-se espiritualmente, e perseverar. Contudo, Deus supre o ingrediente de maior importância – Seu poder, Seu amor, Sua fé – Sua orientação – Sua vida!
A sétima lei transforma tudo
Agora veja quão diferente se torna toda uma vida, quando a sétima lei do sucesso é utilizada.
Primeiro, alterará completamente o seu objetivo global principal, como acabei de explicar. Naturalmente, você terá outros objetivos menores – tais como a profissão ou ocupação para prover as necessidades materiais e ajudá-lo a alcançar o objetivo maior. E esses objetivos menores sempre devem ser compatíveis com aquele, e concorrentes para o objetivo global.
A sua meta principal, agora, será espiritual e não material. Ela seguirá o caminho de vida dos Dez Mandamentos. Você, na verdade, viverá de toda a Palavra de Deus – isto é, a Bíblia!
Agora, reexamine a segunda lei do sucesso.
Toda a sua educação e preparo será diferente. Você vai procurar aprender os valores verdadeiros da vida. Sim, desta vida, tanto quanto da vida futura! Isso significa que o seu livro de estudo número um será a Bíblia. Esta lhe revelará a mente de Cristo. Esta proverá a atitude mental correta em toda a educação e prática.
Terceiro, você receberá o conhecimento que Deus revela sobre as leis da saúde.
Consideremos a quarta lei. Se você é motivado pela Palavra de Deus, você terá auto-impulso. Deus ordena que tudo que fizer, o faça com toda a sua energia (Ec 9:10). Aplique a si mesmo! Seja o que for que mereça ser feito, seja feito com o melhor do que você é capaz! A Bíblia contém numerosas escrituras que nos ordenam a nos aplicar com diligência e afinco! Muitas delas nos instruem a procurar diligentemente a orientação e ajuda divina; várias nos instruem diligentemente a guardar os Seus mandamentos.
O que dizer do homem de negócio? "Viste a um homem diligente na sua obra? perante reis será posto: não seráposto perante os de baixa sorte" (Pv 22:29).
A Bíblia não desculpa a preguiça ou a indolência. Ela nos aconselha a ponderar sobre a maneira das formigas e assim sermos sábios (Pv 6:6-11). A Bíblia ordena a atividade!
Agora, a lei número cinco. Não importa quão inteligente, alerta, ou engenhoso você seja, você precisa da sabedoria e da ajuda de Deus para resolver os constantes problemas, e os obstáculos que ocorrem, repetidamente, na estrada da vida. Seja nos negócios, na profissão, na vida particular ou no que for. O homem que tem contato com Deus, que pode examinar esses assuntos – essas emergências – esses problemas – na quietude do seu quarto particular de oração, diante do Trono da Graça e procurar o conselho e o parecer de Deus, vai ter a orientação divina! Isto é, contanto que ele seja resignado, obediente, diligente e fiel.
A sabedoria vem de Deus.
Sempre, em minha vida – eu me recordo que pelo menos desde a idade de cinco anos – desejei ter entendimento. Há mais de 50 anos, porém, descobri que infelizmente não tinha, e precisava extremamente de sabedoria. Mais tarde, em 1927, tendo dedicado a minha vida, para viver, literalmente, de acordo com toda a palavra contida no livro de instruções de Deus – a Bíblia – eu obedecia este mandamento de Deus:
"Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus ... e ser-lhe-á dada" (Tiago 1:5). Ele me deu sabedoria. Naturalmente Ele tolerou que eu errasse – porém nunca um erro tão grande que pudesse colocar em perigo a Sua grande Obra.
A sabedoria precisa ser aplicada a cada circunstância, específica e individual-mente. Eu aprendi, há muitos anos, que é necessário se juntar todos os fatos relativos a um caso, antes de se tomar uma decisão. Porém necessita-se mais. A Palavra de Deus diz que em muitos conselheiros há segurança. Em qualquer decisão de importância, deve-se procurar a opinião dos mais competentes conselheiros – especialistas no assunto em questão.
Você simplesmente não pode conceber, se nunca teve essa ajuda divina, o quanto isso significa! Aqueles que têm sabedoria estão livres de preocupações e "dores-de-cabeça" que muitos negociantes têm de sofrer por causa de tais problemas. E podem prosseguir com confiança – aquela certeza que é a fé! Que bênção! Que conforto e alegria!
Vale a pena!
Aqueles que tentam viver sem o Cristo-vivo em suas vidas estão perdendo o bem mais prático e valioso que poderiam ter. Na linguagem dos nossos dias, diríamos: "Vale a pena!" Naturalmente, temos que empregar nosso próprio esforço. Temos que pensar realmente, usando nossas próprias disponibilidades e recursos naturais. Mas temos aquela segurança adicional da orientação divina. Com freqüência Deus simplesmente cria circunstâncias benéficas. Ele, literalmente, nos dá aquele "descanso". E isso é compensador!
Finalmente, agora, vejamos a lei número seis. Perseverança – persistência – tenacidade – nunca desanimando ou desistindo.
O livro de instruções do Criador parece cheio disso. A parábola de Jesus, do semeador e da semente, encontrada em Mateus 13, mostra os quatro tipos de pessoas. Todas ouviram a mensagem de Deus. Todas tiveram a oportunidade. Três grupos desistiram.
Um, realmente, nem mesmo deu o primeiro passo. Dois começaram com alegria, e grande prosperidade, porém permitiram que os seus amigos anteriores, os cuidados desta vida material e dos prazeres, os abafassem, tirando-lhes o ânimo. A outra classe dos desistentes simplesmente não possuía o grau de resistência nem a força de caráter dentro de si suficientes para permanecer com alguma coisa. Eles eram, por natureza, desertores. Mesmo entre aqueles que continuaram e resistiram, alguns foram mais diligentes, mais engenhosos, melhor preparados, mais cuidadosos com a saúde, e, conseqüentemente, desenvolveram muito mais em realizações do que os outros. Deles, serão as maiores recompensas.
Jesus Cristo disse, de modo bem claro: "Aquele que perseverar até ao fim será salvo" (Mt 24:13).
Sim, estas sete leis são o caminho, não apenas do sucesso nos negócios econômicos. Elas são as leis que levam à riqueza, à vida plena, cheia de interesse, recompensadora e, finalmente, à vida eterna e gloriosa no reino de Deus.
Esse caminho lhe ensina a escolher o objetivo certo. Ensina-lhe a estudar, para se mostrar aprovado diante do Criador. Ensina-lhe a adquirir o conhecimento, a educação certa e verdadeira – a preparação para o sucesso. Ensina-lhe a cuidar da saúde. Ensina a diligência – o esforço – a dedicação, a aplicação persistente. Ensina a engenhosidade, e oferece-lhe a ajuda divina para aplicá-los, ensinando-o a persistir até o fim!
Que vida feliz Deus colocou à nossa disposição! Que bênção – que alegria! Que segurança, esta vida de fé viva absoluta – de confiança no Criador – Deus!
Eu o sei muito bem! Já venho experimentando essa vida completa – interessante, emocionante, feliz, plena, recompensadora! E esperando constantemente o objetivo global a ser alcançado – a eternidade no reino de Deus! Escrevi este livreto para compartilhar essa vida com você! Você também pode desfrutá-la! ƒb